domingo, 8 de agosto de 2010

Crítica - A Origem



É sempre bastante denso e por que não dizer um pouco complicado os assuntos do subconsciente e todo o complexo que envolve a mente humana. O filme A Origem que estreou nesse final de semana no Brasil, anda por esse caminho obscuro e desconhecido por muitos, e usa toda essa complexidade da mente como cenário de fundo para o filme, motivo pelo qual no ínicio parece derrapar, o expectador é mergulhado para dentro de um universo psicológico de difícil compreensão, deixando o filme perder grande parte do seu atrativo, ficando enfadonho e cansativo em boa parte dele. Leonardo Di Caprio faz o papel de Don Cobb um especialista em invadir as mentes humanas roubando segredos e também implantando idéias em seus subconscientes, claro tudo em troca de uma boa remuneração. Ele possui uma equipe que sempre o acompanha e cada um tem uma função específica e trabalham em conjunto quando estão dentro de um sonho, isso mesmo um sonho. Porque, somente através dos sonhos que Don Cobb e sua turma consegue invadir a mente humana. Cobb por sua vez é atormentado por visões de um passado nada agradável que se materializa durante suas incursões dentro da mente humana, se tornando seu maior inimigo e muitas vezes atrapalhando suas missões.


O filme é cheio de efeitos, cortes e uma trilha muito empolgante que fazem do diretor Christopher Nolan, que também dirigiu Batman, o cavalheiro das trevas, em um nome de referência em cenas de ação e efeitos, a cena em que as ruas de Paris sobem como se fossem ondas do mar e algo de tirar o fôlego. O Roteiro é para lá de original e muito interessante, no entanto o grande fio condutor da história é sobre a vida de um grande empresário que está a beira da morte e deixa todo seu império para seu único filho, que por influência da equipe de Cobb é forçado a vender metade do seu patrimônio. Agora eu pergunto com um argumento pequeno como esse não tem como o expectador vibrar e torcer, torcer então fica mais complicado por que fica difícil descobrir quem são os mocinhos e vilões, afinal de contas invadir a mente de alguém para forçar ele vender metade do seu patrimônio para outro empresário é no mínimo politicamente incorreto, faltou um argumento mais grandioso e a definição clássica do bem contra o mal, para fazer jus a idéia original de trabalhar o inconsciente humano através dos sonhos. Como já disse o filme empolga pelas cenas de ação e efeitos mirabolantes, uma idéia original que infelizmente se perde e praticamente desaparece durante o filme, uma atuação nada convincente de Leonardo Di Caprio que não consegue passar todo o drama e tormento que o personagem possui, principalmente sua angustia em tentar abrandar seu remorso e culpa pela perda do seu grande amor. Por fim, a vida já é complicada demais, e o filme consegue ser mais ainda...

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