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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Mãe







Estou escrevendo este texto no sábado e amanhã será dia das mães. A minha casa estará cheia, seremos quatro mães de gerações e histórias de vidas diferentes. Cada uma de nós que um dia já fomos filhas, hoje somos mães e vocês devem concordar comigo que ser filho é muito mais fácil que ser mãe.
Para iniciar nossa conversa fui pesquisar quem inventou o Dia das Mães, e descobri que não foi nenhuma loja de departamento. Na Inglaterra do século 19, o quarto domingo da Quaresma passou a ser dedicado às mães das operárias inglesas. Neste dia, as trabalhadoras tinham folga para ficar com suas mães e preparar o “mothering cake”, um bolo feito especialmente para comemorar a data.
Em 1905, a escritora Ana Jarvis, do Estado da Virgínia Ocidental, perdeu sua mãe e ficou bastante deprimida. Para ajudá-la a lidar com o sofrimento, suas amigas tiveram a idéia de fazer uma festa para perpetuar a memória da mãe de Ana. Mas Ana quis mais. Ela teve a idéia de que a festa fosse estendida à todas as mães,vivas ou mortas, com um dia em que todas as crianças se lembrassem e homenageassem suas mães.
Para criar o Dia das Mães, Ana lutou bastante. Foi só no dia 26 de abril de 1910 que ocorreu a primeira celebração oficial do Dia das Mães, quando ele foi incorporado ao calendário de datas comemorativas do Estado da Virgínia Ocidental. Outros Estados fizeram o mesmo e, em 1914, o presidente Woodrow Wilson estabeleceu que a data fosse comemorada sempre no segundo domingo de maio. Cem anos depois esta data se tornou uma das mais rentáveis do mercado.
Na sexta-feira recebi vários e-mails de outras mães em que as qualidades quase divinas das mães eram ressaltadas ao extremo, a descrição era de uma mulher maravilha, uma figura com poderes quase especiais.
Não acredito muito nisto, me incomoda ouvir falar das mães como uma super mulher, sempre achei que esta foi a forma que a nossa sociedade machista encontrou de dar algum valor especial as mulheres que ficavam em casa cuidando dos filhos enquanto o homem ia trabalhar, como se fosse uma compensação .
Quem não se enquadra neste perfil se sente culpada e muitas vezes frustrada por não conseguir dar conta de tudo, por não conseguir decifrar o choro do bebê, por não conseguir amamentar, por ficar irritada com a gritaria das crianças, por não ser tão perfeita quanto a mãe do comercial da TV.
Ninguém é perfeito e nem as mães são, elas erram, elas se cansam, elas têm fome, têm sono, têm desejos e sonhos e nem por isso amam menos os seus filhos. Hoje as mulheres desempenham vários outros papéis importantes além do de mãe e querem reconhecimento por todos eles como qualquer pessoa.
Até a próxima!
Fonte: http://www.estado.com.br/suplementos/esta/2006/05/13/esta117599.xml

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Colcha de Retalhos







Outro dia ao comentar sobre esta coluna com uma amiga, ela se lembrou de um filme com o mesmo nome que narra as experiências de vida de um grupo de mulheres maduras que costumam reunir-se a cada ano para confeccionar uma colcha de retalhos. Cada uma delas borda um pedaço de pano que é algo relacionado com o sentimento de cada uma, no final elas unem todos os pedaços formando uma linda colcha artesanal, mostrando através desses bordados o momento em que elas foram realmente felizes.

No filme as mulheres vivem histórias diferentes de amor e renúncia. A neta de uma delas, Finn, está prestes a se casar é está em dúvida se o noivo é o homem certo para ela, a indecisão acontece também na vida profissional pois ela não consegue acabar uma tese de mestrado. O espectador acompanha o processo de autoconhecimento que elas estão vivendo.

Faz parte da natureza feminina a busca por respostas. Para o psicanalista, Carl Gustav Jung, o nosso desenvolvimento como indivíduos passa pela consciência de quem somos, trazemos tudo dentro de nós, temos o inconsciente coletivo e o inconsciente pessoal, neste último está todos os fatos vividos por nós, podendo ser acessado, basta ter interesse e dedicação, o inconsciente sempre procura comunicar-se com o consciente, através de sonhos e fantasias, precisamos aprender a decodificá-los.

As mulheres apresentadas no filme não são muito diferentes das reais, são inconstantes e intensas. No mesmo dia podem amar e odiar com a mesma força. Se apaixonam por vários sapos em busca do príncipe encantado. Adoram trabalhar e produzir, mas, querem ser mães mais presentes. Orgulham-se de serem capazes de fazer várias coisas ao mesmo tempo e se queixam dos maridos que não cooperam.

Vale a pena assistir ao filme pois podemos nos reconhecer em cada uma dessas mulheres. Anna, uma das costureiras diz uma frase que resume bem o espírito do filme, “Para se fazer uma colcha deve-se escolher os retalhos com cuidado. Se escolher bem dará destaque a obra, se escolher mal, as cores ficam sem vida e tiram a sua beleza. Deve-se seguir o instinto e ser corajosa.”

Até a próxima!

Fonte: http://www.webartigos.com/articles/34636/1/Colcha-de-retalhos-Historias-contadas-atraves-de-simbolos/pagina1.html




segunda-feira, 18 de abril de 2011

Loser






“Nunca fui uma estrela, sempre fui uma loser”, esta frase dita por Lady Gaga a cantora pop considerada uma das 25 pessoas mais influentes e uma das 5 mais bem remuneradas do mundo, segundo o Wikipédia, dita em entrevista para o projeto “Musicians@Google” mostra que toda e qualquer pessoa pode se sentir um perdedor alguma vez na vida. A cantora disse que na época do colégio não era uma aluna muito popular e por isso sofria na mão dos colegas e completou “ Bullying é algo tão ruim e isso fica para a vida toda”.

A cultura do Loser, aquele que sempre perde, que é humilhado, um fracassado, e a competição que dela resulta é um dos pilares da cultura americana que ajudou o país a chegar ao topo do mundo. Chamar um americano de loser é uma ofensa grave.

O perdedor é “escolhido” desde os tempos do colégio, por não se enquadrar em algum padrão como popularidade ou condição financeira, e sofre a opressão de colegas de classe e até mesmo de educadores, que tratam este problema como algo comum entre adolescentes.

Essa divisão das pessoas em perdedores e vencedores pode ser vista em inúmeros filmes e séries produzidas nos EUA. Atualmente uma das séries de maior sucesso por lá trata deste assunto, Glee, que está na 2ª temporada, conta a história de alguns alunos que não são aceitos na escola e são agredidos verbal e fisicamente por quase todos os alunos.

Eles se juntam em um clube para cantar, o que fazem muito bem, e se apresentar em concursos para assim quem sabe passar para o outro lado, o dos vencedores, como aconteceu com a Lady Gaga.

A série é divertida e os garotos muito talentosos mas não há a intenção de provocar discussões de como esse tipo de comportamento pode a longo prazo fazer mal às pessoas e a sociedade e na vida real nem sempre termina com final feliz.

Podemos lembrar de vários casos em que os estudantes que sofreram bullying desenvolveram distúrbios mentais a ponto de querer se vingar dos agressores reais ou imaginários, como o triste e recente episódio da tragédia de Realengo.

Esse modelo americano é exportado para todo mundo, e aqui no Brasil não seria diferente. Os pais frequentemente sobrecarregam suas crianças com cursos e cobranças preocupados em preparar os filhos para serem vencedores e se esquecem da importância de transmitir valores que os transformem em seres humanos éticos, que respeitem os outros e a si próprios.

A pesquisa anual do índice de felicidade e realizações mostra que os melhores países para se viver são os Nórdicos, como a Suécia e a Dinamarca em que a competição é mínima e todos têm tudo, por causa do Estado do Bem Estar Social e do povo educado que lá vive.

Fazer parte de um grupo e, contribuir com as suas habilidades e competências para o equilíbrio deste grupo, é necessário para o desenvolvimento e amadurecimento de uma pessoa porém para isso as diferenças precisam ser respeitadas e incentivadas. Só assim teremos uma sociedade justa e vencedora. Até a próxima! Dica: http://ongeducarcontraobullying.blogspot.com/

terça-feira, 12 de abril de 2011

Criminalidade Infantil

Todos já devem ter ouvido falar em um garoto de 14 anos que já foi preso 17 vezes por furtar carros. A mais recente foi dia 25 de janeiro de 2011. O menino problema que está preso há mais de 42 dias na Fundação Casa em São Paulo é um exemplo de futuro anunciado, todos esperam o dia em que ele poderá ser julgado pelos seus crimes como um adulto. Será que esse futuro não pode ser mudado?

F.R.A. foi detido pela primeira vez aos nove anos de idade, depois de ter furtado um veículo. Dos 10 aos 11 anos foi pego mais sete vezes por furtar outros veículos, dirigi-los ou por danos. Com doze anos de idade foi preso mais três vezes sempre por furtar carros. Com treze anos de idade, foi preso mais uma vez, passou três meses na Fundação Casa, local que abriga menores infratores. Agora está na sua 17ª prisão.

Por causa da idade F foi detido e liberado todas as vezes, seus pais foram orientados a dar mais atenção ao menino. Depois da sétima prisão a orientação foi colocá-lo em uma escola por tempo integral mas o governo não tinha esta opção de ensino.

A família do garoto mora em um bairro afastado da periferia de São Paulo onde convive com a criminalidade, os pais se mostram pouco preocupados com a condição do menino e até coniventes, pois, com os pequenos furtos ele leva dinheiro para casa. O delegado do 98º DP, Paulo Arbus de Andrade, disse em entrevista ao Jornal da Tarde do dia 9/3/2011, que é possível ganhar até 300,00 em um dia trabalhando para o tráfico.

Segundo as pessoas que o prenderam, F tem uma habilidade grande em lidar com carros, portanto pode ser um talento desperdiçado e cooptado pelo mundo do crime.

Essa criança que está se tornando um homem é um exemplo da ineficiência do governo em construir cidadãos. Esse direito é dado a poucos que têm família estruturada, boa educação e oportunidades. Para a grande maioria da população que vive nas áreas pobres da cidade, viver com dignidade não é permitido.

O fato preocupante é que como ele há muitas crianças na mesma condição. A gente pode achar que não tem nada a ver com essa história, mas também somos vítimas da violência que essa situação gera. Quantos destes meninos nós encontramos diariamente no farol, em uma rua escura, na saída do banco.

Após a última prisão, F.R.A. está sendo analisado por uma junta de psicólogos para tentar identificar o que pode causar este comportamento, o meio, um transtorno psiquiátrico, como por exemplo, a compulsão, que pode ser tratada com terapia e remédios ou ainda ele pode se tratar de um criminoso nato, ou seja, alguém que nasce com propensão para o crime. “As características se manifestam cedo e não há cura”, diz o psiquiatra forense Guido Palomba.

Até a próxima!

Fonte: Jornal da Tarde

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A alma de São Paulo



Outro dia estava lendo um artigo no site Digestivo Cultural em que Ana Elisa Ribeiro, moradora de Belo Horizonte, tentava descobrir a alma de BH, uma cidade de vários sotaques, do baiano ao carioca, passando pelo paulista caipira. Ela se perguntava se há alma em uma cidade.

Não quero provocar nenhuma rixa antiga de café com leite, meu coração também bate por Minas, afinal sou mineira de pai e mãe, mas fiquei pensando se já é difícil descobrir a alma de Belo Horizonte com seus 114 anos e 2.258.096 habitantes imagine a diversidade que compõe a alma paulistana de 457 anos e cerca de 11 milhões de habitantes.

Quando se fala de São Paulo, todos se lembram da boa comida, das enchentes, da idéia de cidade das oportunidades, da pobreza em suas periferias e favelas, enfim coisas boas e ruins e em grandes proporções.

Na minha infância minha família era meio nômade, vivíamos mudando de casa, morei nos bairros mais afastados da Zona Leste, incluindo um dos mais tradicionais, a minha querida Penha. Quando me casei fui buscar um pouco de tranqüilidade e fugir da poluição em Jundiaí, na beira da Serra do Japi, uma cidade do interior muito próxima de São Paulo. Depois de cinco anos voltei, tinha saudade da sensação de estar perto de onde as coisas estavam acontecendo e da linda vista noturna da cidade.

Estar em São Paulo é como estar em qualquer parte do país ou do mundo. Nas ruas dessa imensa Babel, ouvimos todo tipo de língua, do inglês ao japonês. Passeando por vários bairros nos deparamos com o antigo como na região da Praça da Sé, Luz ou no Ipiranga com suas belas e imponentes construções históricas, ou com a modernidade dos prédios da Paulista e do Brooklin Novo. Podemos desfrutar da natureza no Parque do Ibirapuera, Vila Lobos, Burle Marx, Severo Gomes ou em tantos outros pela cidade.

Em todos esses lugares que citei há o lado B da cidade como na Luz, onde os viciados da Cracolândia convivem com as sacoleiras da José Paulino e arredores e com a elite que vai à Sala São Paulo para assistir aos concertos de música clássica.

Sim, acredito que a cidade tenha uma identidade composta por todas estas características e histórias e é isto que faz de São Paulo, única no país e, esta unicidade é a alma paulistana que já é parte de cada cidadão que nasceu aqui ou veio de longe.

Até a próxima!





Fonte: IBGE

segunda-feira, 14 de março de 2011

A imagem é tudo




Neste último carnaval a grande surpresa não foi a vitória da escola de samba Beija Flor no Rio de Janeiro ou a volta da boa forma da cantora Ivete Sangalo, a sensação foi a mais nova devassa do mercado publicitário, ninguém menos do que a até então comportada Sandy.
A cantora foi apresentada como a nova garota propaganda da cerveja Devassa, marca da Schincariol. No comercial ela aparece loira e diz que como todo mundo, tem um lado divertido, desinibido, devassa. Foi o suficiente para virar o assunto principal na Internet.
A informação não confirmada é de que ela ganhou cerca de 1 milhão para fazer a campanha. Na coletiva de imprensa onde foi apresentada como a mais nova devassa e durante o carnaval onde era a madrinha do camarote da cervejaria, Sandy até tomou uns golinhos de cerveja, embora tenha dito em outras entrevistas preferir bebidas doces.
Luiz Cláudio Taya, diretor de Marketing do Grupo Schincariol, explica que “devassa” é um estado de espírito. “A Devassa Bem Loura nasceu irreverente e bem-humorada. Agora estava na hora de celebrar essas situações de descontração em que podemos ser mais criativos e espontâneos. Queremos mostrar que todo mundo tem um lado devassa”, diz Taya.
O mais curioso nesta história é perceber como as pessoas não conseguem ver a Sandy como uma devassa. A imagem dela foi tão bem construída, segundo ela pela mídia, que fica difícil imaginar aquela jovem tão equilibrada que fala pausadamente se divertindo e dançando em cima de um balcão de um bar.
Diz o ditado que uma imagem vale mais do que mil palavras, no caso, a cantora sempre foi associada ao politicamente correto, a uma figura contida. Agora mesmo que ela queira desconstruir esta imagem, a sociedade a enxerga desta maneira e acha inverossímil a personagem que querem criar para ela.
A nossa imagem positiva ou negativa é formada a partir de comportamentos e traços da nossa personalidade e somos reconhecidos por eles nas nossas relações sociais como no trabalho, na escola, no dia a dia. Mesmo que com o tempo a gente mude de comportamento é difícil desfazer a imagem que as pessoas têm formada ao nosso respeito.
A garota propaganda anterior da marca, Paris Hilton, é um exemplo de imagem negativa, ela sempre será lembrada pelos escândalos, prisões e exageros cometidos.
"Não estou nem aí para o que costumam falar de mim. Sei que ainda tenho um longo caminho pela frente para desconstruir essa imagem [de menina comportada e certinha]. A verdade é: eu tenho um lado devassa. Todos nós temos", disse Sandy, durante o evento para a divulgação da campanha.
Muitos artistas criam uma imagem compatível com o público que eles querem atingir e aproveitam desta situação enquanto ela está dando certo, mas, uma mudança de rumo, mesmo quando necessária, nem sempre dá certo.
Até a próxima!

Fonte: Blog Bee Comunicação
Vídeo da apresentação da campanha com entrevista da cantora Sandy:
http://beecomunicacaoassociados.wordpress.com/2011/03/05/a-inusitada-devassa-sandy/

domingo, 6 de março de 2011

Dia da Mulher é todo dia


Nesta semana em que comemoramos o dia Internacional da Mulher, nada mais apropriado do que falarmos um pouco de como anda a relação mulher e trabalho. A ala feminina está ocupando cada vez mais cargos nas empresas, estão mais preparadas do que os homens, mais ainda sofrem preconceito e ganham menos do que eles.

Segundo o boletim Mulher&Trabalho, divulgado nesta quarta-feira (2/3) pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a participação da mulher no mercado de trabalho na região metropolitana de São Paulo passou de 55,9%, em 2009, para 56,2% no ano passado, mas o salário delas corresponde a apenas 75,7% do que os homens recebem pelo desempenho da mesma função.

As mulheres não saem mais de casa para trabalhar com a intenção de ajudar o marido nas despesas da casa, elas buscam realização pessoal, fazem isto por prazer, querem ver seu potencial intelectual valorizado, mas algumas particularidades do mundo feminino como conciliar trabalho e maternidade tornam este caminho mais complicado.

Recentemente um amigo meu comentou que ficou emocionado com uma cena da novela Insensato Coração em que a personagem da atriz Camila Pitanga desistia de aceitar a promoção que tinha recebido porque estava grávida. Para surpresa da personagem, a chefe dela lhe disse que ela tinha sido promovida por causa das suas qualidades profissionais e que ela planejava contar com ela por pelo menos dez anos e não alguns meses, de modo que ela poderia aceitar o cargo e preparar alguém para substituí-la durante a licença maternidade .

Esta é uma cena de novela e infelizmente nem sempre é assim na vida real. Há bem pouco tempo atrás algumas empresas evitavam contratar mulheres em geral ou mulheres com filhos pequenos. Felizmente esta postura vem mudando, mas muitas mulheres para serem bem sucedidas em suas carreiras retardam ou abdicam do sonho de serem mães.

Gravidez implica em lidar com situações que conflitam com os interesses corporativos como licença maternidade, doenças infantis ou simplesmente não ter com quem deixar o bebê no dia em que a babá falta.

A dica é contar com uma rede de apoio, mãe sogra, madrinha, uma empregada de confiança, uma boa escola e principalmente um marido que entenda que a responsabilidade tem que ser dividida. É importante não abandonarmos nossos sonhos, pois podemos ficar frustradas e infelizes e isso não será bom para a relação familiar.

Hoje muitas mulheres estão assumindo o comando de grandes empresas e temos uma representante feminina no comando do Brasil talvez isso ajude a mudar o rumo desta história.

Até a próxima!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A prática do desapego






Para os budistas, o desapego é o caminho para o crescimento espiritual, para a iluminação. Nós nos apegamos às pessoas, aos nossos bens materiais, aos nossos sonhos, ao nosso emprego. Em alguns casos romper com esses laços é uma opção, em outros pode ser uma necessidade gerada por limitações e na maioria das vezes pode ser simplesmente para seguir o ciclo da vida. De qualquer forma, esta jornada não é nada fácil para nenhum de nós.
Vivemos esses momentos todos os dias, ás vezes é um amigo muito querido que nos deixa para buscar outros desafios e viver novas experiências, em outras assistimos um herói nacional em prantos ter que reconhecer que a hora de parar chegou, o jogador Ronaldo disse que embora quisesse continuar jogando bola o seu corpo não agüentava mais. “Nesses dias eu me senti como se estivesse na UTI”, disse o craque.

Não é só o astro do futebol que passa por essa angústia, você deve conhecer alguém que após trabalhar a vida toda e ainda se sentir intelectualmente ou até fisicamente capaz de continuar produzindo, se depara com o momento de se aposentar. É natural que a primeira impressão seja de que algo acabou, realmente, aquele ciclo terminou.
Para a historiadora, Rejane Guimarães, enquanto uns ficam felizes com sua aposentadoria, outros, ao contrário, entram em conflitos. “Esta é uma etapa problemática: é o fim de um período que foi muito produtivo, que se iniciou quando o indivíduo era jovem e saudável. Para muitos, a aposentadoria significa pendurar as chuteiras, tornar-se inútil, e junto a tudo isso, vem uma nostalgia da rotina do trabalho, do ambiente e da falta dos colegas.”
Mas não precisa ser assim, este momento pode ser vivido de forma diferente, atualmente podemos viver mais e com qualidade e assim podemos aproveitar esse recomeço. Ivonette da Nova Cardozo, profissional da área de treinamento e desenvolvimento, destaca este ponto, “ Acompanhamos a mudança de comportamento das pessoas incluindo as mais velhas e em paralelo o fortalecimento da cultura que entende o envelhecimento como fator biológico e não psico-socio-espiritual. Portanto, o desejo de produzir e de continuar atuante na sociedade é atual, é parte presente de homens e mulheres que alcançam a maturidade. Os profissionais se aposentam de uma situação de trabalho e não das suas vidas.”
“O passado, bom ou mau, se foi. O futuro é que importa, mas o futuro depende do presente. O agora é que faz a diferença para o futuro.” Dalai Lama.
Até a próxima!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Soneca depois do almoço melhora desempenho intelectual






Você com certeza já sentiu uma moleza depois do almoço e sonhou com uma caminha logo ali ao lado no escritório. Esse sonho pode se tornar realidade pois muitas empresas estão reconhecendo que a soneca depois do almoço pode ajudar seus funcionários a repor as energias e ficarem com o raciocínio mais rápido.

O hábito de dormir após o almoço é antigo. Em Madri, na Espanha a famosa sesta ou siesta é prática diária, inclusive muitas lojas fecham por 3 horas para o almoço. Os italianos e portugueses também curtem um descanso depois de se deliciarem à mesa.

A origem da palavra sesta vem do latim sexta e quer dizer meio-dia, a sexta hora do dia romano que se inicia às seis da manhã. Há relatos de que a sesta surgiu como uma reação ao clima e que por isso as pessoas optavam por dormir nas horas mais quentes do dia e trabalhar nas horas mais frescas.

Um estudo da Universidade californiana de Berkeley revela que a sesta pode tornar as pessoas mais inteligentes, pois serve para descansar o cérebro e melhorar a capacidade de aprendizagem. O sono facilita o armazenamento da memória a curto-prazo e permite espaço para novas informações.

Algumas empresas criaram espaço para que os funcionários possam tirar um cochilo após o almoço, com sofás, pufes e até redes e quem quiser dar uma descansadinha pode ficar à vontade. Para quem não tem essa sorte, já existem locais onde é possível alugar salas para descanso por períodos de 20 a 40 minutos, como na clínica de sono Pausadamente, no centro do Rio de Janeiro. Em São Paulo, o restaurante Bello Bello oferece desde 2004 a seus clientes o Espaço Soneca – um ambiente reconfortante, bem isolado da agitação do comércio da vizinhança, no bairro de Pinheiros. “

Há regras para ter uma boa sesta: é preciso estabelecer o tempo limite de descanso, para não atrapalhar o sono da noite. “O cochilo entre 15 e 30 minutos pode ajudar. Não pode durar mais do que isso para evitarmos a inércia do sono, quando a pessoa acorda com sensação de canseira, mais lenta, como se o corpo ainda estivesse dormindo”, explica Stella Tavares, neurofisiologista do Hospital Israelita Albert Einstein e autora do livro Durma Bem, Viva Melhor.

Até a próxima!

Fonte: Blogs

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A Internet pode promover mudanças na sociedade?






Na última sexta-feira, dia 11 de fevereiro, caiu mais um ditador, Hosni Mubarak, o presidente do Egito, o maior e mais poderoso Estado Árabe, ele renunciou após quase um mês de muitos protestos da população que não agüentava mais os atos abusivos, a corrupção e o desemprego.
Este levante teve como principal meio de mobilização, a Internet, mais precisamente o Facebook com seus 400 milhões de usuários cadastrados no mundo. Através da rede social os egípcios trocavam mensagens que falavam da insatisfação com o regime, desta forma era possível driblar a forte repressão. No auge dos protestos, o governo contra-atacou tirando do ar todos os servidores deixando cerca de 23 milhões de usuários sem acesso a Internet por cinco dias.
Não adiantou, a essa altura a população já estava mobilizada, a Internet serviu para acender a chama, foi o lugar comum em que pessoas insatisfeitas com o regime de Mubarak se encontraram.
O povo foi o ator principal desta história, foi o descontentamento popular que fez com que eles buscassem uma alternativa de mudança. É natural que a Internet, que aproxima pessoas de qualquer parte do mundo, tenha sido o meio encontrado para divulgação desta insatisfação, se ela não existisse os meios seriam outros (vide texto abaixo).
Isto comprova a tese do sociólogo francês, Dominique Wolton, que disse, em entrevista a Folha de SP - 9/11/2010, que a Internet não serve para a constituição da democracia: "Só funciona para formar comunidades em que todos partilham interesses comuns e não sociedades onde é preciso conviver com as diferenças.”
O Facebook foi o meio encontrado pela população para compartilhar as injustiças sofridas e organizar o movimento, mas foi a ida do povo às ruas que culminou com a queda de Mubarak.
A Internet facilita muito a interação social, mas o contato real com outras pessoas nos proporciona novas experiências e encontramos a oportunidade de crescermos como seres humanos e cidadãos.
Até a próxima!

Curiosidade

Fax, rádio e código Morse
Sem internet, egípcios recorrem a antigos meios de comunicação

O bloqueio da internet no Egito fez com que os internautas do país buscassem meios alternativos para se comunicar com o restante do mundo.Para isso, uma série de blogs, grupos de ativistas e até mesmo o Google lançaram serviços para facilitar o acesso ao mundo online.
“Um aspecto interessante de toda essa situação no Egito é que alguns manifestantes conseguiram furar o bloqueio com tecnologias que já estão fora de uso”, disse o analista político americano Mark Curtis, em referência ao uso de máquinas de fax, aparelhos de rádio amador, modems discados e até código Morse pelos manifestantes.
“Seres humanos têm uma necessidade básica de se comunicar, então se você impedir a comunicação de uma maneira, eles acharão outra.”Alguns blogs árabes disponibilizaram dicas de como usar conexão discada utilizando bluetooth, um telefone celular e um laptop. Militantes também chegaram a divulgar na internet um documento com 20 maneiras de contornar o bloqueio do governo egípcio à internet.
Tweet falado. O Google também lançou um serviço que permitia enviar mensagens ao Twitter por meio de uma ligação telefônica. Para postar uma mensagem no microblog, era necessário apenas deixar uma mensagem de voz, que era convertida automaticamente em arquivo de som encaminhado ao Twitter com o tag #egypt. / R. M
Fonte e Direitos Autorais: Redação Link – Renata Miranda, 10/02//2011

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Cartão Vermelho para o Gérson






Esta semana estava conversando com uma amiga no trabalho e ela me contava que no prédio dela vários moradores não pagavam condomínio e que não estavam nem aí se isso prejudicava os outros condôminos. Uma das vizinhas dela, para minha surpresa, ligava o freezer no depósito do prédio para economizar a energia no apartamento dela e não se mostrava constrangida em fazer os outros moradores pagarem a conta dela.
Durante nosso bate-papo me lembrei que no meu prédio apesar de existirem várias regras muitas são descumpridas e o transgressor se considera o esperto enquanto aquele que obedece às leis é o babaca, o paspalho. É a famosa lei de Gérson, “gostar de levar vantagem em tudo”. Some-se a isso o ”jeitinho brasileiro” e o resultado é o caráter de grande parte do povo brasileiro. Chego a esta conclusão, analisando situações que acontecem no nosso dia a dia, por exemplo, a maioria das pessoas que reclamam das mordomias dos governantes e seus aliados, se estivessem do outro lado fariam a mesma coisa. Vide o “baixinho” Romário que da mesma forma que faltava aos treinos faltou a primeira sessão na câmara para jogar futevôlei na praia, e nem fez questão de se esconder.
O caráter é a firmeza moral de uma pessoa, portanto, é o sinal visível de sua natureza interior, seus vícios, hábitos e virtudes. É o que somos, independente do que mostramos para as pessoas.
A boa notícia é que podemos ter esperança. No livro "Dando um Jeito no Jeitinho", o prof. Lourenço Stelio Rega diz que o “jeitinho” tem um lado positivo que é a inventividade/criatividade que pode ser utilizada eticamente.
“Só a ética impessoal e humanitária pode opor-se vitoriosamente ao casuísmo personalista destituído de princípios, e assim abrir caminho para a maturidade de um povo e de uma cultura” disse o historiador, autor de Raízes do Brasil, Sergio Buarque de Holanda, portanto, o caráter continua a se desenvolver ao longo da vida levando à maturidade moral. É esperar para ver.
Até a próxima!

Curiosidade: A expressão “Gosto de levar vantagem em tudo” originou-se em uma propaganda, de 1976, para os cigarros Vila Rica, na qual o meia armador Gérson da Seleção Brasileira de Futebol era o protagonista.
A exibição da peça publicitária tem como objetivo ilustrar a matéria e em momento algum divulgar o uso e o consumo do cigarro. O CuRTinHas é signatário das leis que regem a publicidade e a propaganda no Brasil

domingo, 30 de janeiro de 2011

Mãe só muda de endereço





Outro dia, estava eu na cozinha fazendo um bolo, pois no dia seguinte seria aniversário da Luísa. A pia estava toda revirada, farinha para tudo que é lado, a minha mão suja de margarina e a criançada fazendo a maior bagunça. Olhei para o relógio e já eram mais de dez horas da noite, pensei: porque que eu inventei de fazer esse bolo?!

Como a maioria das mulheres que trabalham fora e têm filhos, vivo sem tempo e cansada. Segundo uma pesquisa da Duke University, dos Estados Unidos, "o nível de cortisol, adrenalina e testosterona, substâncias ligadas ao estresse, é três vezes maior em mães que trabalham. A alteração dos hormônios dos homens e mulheres sem filhos aumenta durante o expediente e cai à noite; o das mães não baixa, e em alguns casos chega até a crescer".

Lá em casa não é diferente, quando chego, por volta das oito horas, as crianças estão com a

energia total enquanto eu estou na reserva. Tudo que o meu corpo precisa é descansar

e tudo que o corpinho deles quer é brincar. Nessas horas me sinto a pior mãe do mundo.

Talvez movida por essa culpa, arregacei as mangas e voltei a fazer o bolo, foi então que me lembrei da minha mãe e de um momento parecido com aquele. Como eu adorava quando ela batia um bolo, eu ficava lá, só olhando e esperando ela terminar para lamber o resto da massa doce e gostosa. É lógico que ás vezes a tigela virava objeto de disputa entre os meus irmãos e eu, mas, na grande maioria das vezes, eu ganhava de presente a tigela só pra mim.

Depois desta lembrança, resolvi esquecer a sujeira e viver ou reviver aquele momento. Chamei a Luísa e o Pedro para perto de mim e eles ficaram ali palpitando em cada passo da receita e lá estava eu com os meus filhos fazendo o bolo de brigadeiro que eles tanto gostam.

Foi muito divertido, eles me ajudaram, se lambuzaram, brincamos muito. Após colocar a massa na forma untada chegou o grande momento. Perguntei quem queria lamber a tigela. Confesso que morri de vontade de comer tudo sozinha, mas quando olhei pro lado vi quatro olhinhos brilhando ansiosos e passei o bastão, agora era a vez deles.

Compartilhar aquele momento com eles sem urgências e me divertir com isso me fez uma mãe e uma mulher melhor. Pensei: ainda bem que eu inventei de fazer esse bolo...!

Você pode até achar esta história muito simples, mas, é na simplicidade que encontramos a felicidade.

Até a próxima!

Sugestão de Leitura:
Revista Crescer: É possível ser uma mãe que trabalha mais feliz.
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI107591-10513),00.html
Livro: Travessuras de Mãe, 2010 – Ed.Globo – Denise Fraga. Nas 72 crônicas deste livro, a autora nos faz rir, chorar, refletir. Com ela temos a certeza que ser mãe é realmente uma aventura, e das mais maravilhosas.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Adulto emergente




Você já ouviu falar em adulto emergente? Não? Vamos começar de novo, você já ouviu falar ou conhece um jovem entre 20 e 30 anos que está buscando o emprego ideal, não leva os relacionamentos muito a sério, mora com os pais e não pretende se mudar tão cedo e só pensa em balada a semana inteira. Se sua resposta foi sim, então você conhece um adulto emergente. Esse termo surgiu nos Estados Unidos e foi criado pelo psicólogo e professor da Universidade de Clark, em Worcester, Massachusetts, Jeffrey Jensen Arnett. O psicólogo cunhou a expressão “emerging adulthood” ou “adulto emergente” para definir o grupo de jovens entre 20 e 30 anos que adiam a entrada na vida adulta e são classificados assim porque não cumprem os cinco passos tradicionais que definem a formação de um adulto; terminar a escola, sair da casa dos pais, tornar-se independente financeiramente, casar e ter filhos. Este é um fenômeno da sociedade moderna e a competitividade do mercado de trabalho que exige um profissional com atualização constante influencia muito este comportamento já que para se preparar melhor e buscar o primeiro emprego, o jovem precisa do apoio dos pais por mais tempo e consequentemente não assume responsabilidades como, por exemplo, pagar as próprias contas. No Brasil este efeito é menor nas classes C e D porque eles começam a trabalhar mais cedo para ajudar no sustento da família

As pesquisas revelam que homens e mulheres vivem esse período da mesma forma. Arnett diz que as mulheres experimentam da mesma maneira que os homens esse período de transição antes de entrar na vida adulta e afirma. “A única diferença é que elas ainda têm um relógio biológico que, aos 30 anos, começa a alertá-las de que seu período de fertilidade está no fim. Portanto, se quiserem ter filhos, precisam crescer logo. Esta postura pode não ser somente um comportamento social já que existe em pesquisas como a desenvolvida pelo Instituto Nacional de Saúde Mental (National Institute of Mental Health, NIMH) nos Estados Unidos que indicam que o cérebro humano ainda não está maduro até os 25 anos, segundo os pesquisadores, aos 25 anos, fica difícil responder questões como 'o que vou fazer da minha vida' justamente porque a parte que controla os impulsos emocionais ainda está se desenvolvendo. A conseqüência de ter filhos dependentes financeiramente em casa é que os pais precisam ficar economicamente ativos por mais tempo adiando a aposentadoria, mas é importante incentivá-los a ir atrás de seus objetivos ou pelo menos ter um. Agora quando perguntar para o seu filho “O que você vai ser quando crescer?” prepare-se porque isso pode demorar muito...

Fonte: http://revistaepoca.globo.com

Dica: Vídeo Programa Saia Justa – GNT – 12/01/2011 -http://gnt.globo.com/saiajusta/Videos/_1414480.shtml

Serviço: Debating Emerging Adulthood: Stage or Process
Jeffrey Jensen Arnett, Marion Kloep, Leo B. Hendry, Jennifer L. Tanner
Oxford University Press, USA (idioma: inglês) – venda sob encomenda nas livrarias, preço médio R$ 84,00

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Conta Comigo







Hoje tinha planejado escrever sobre outro assunto, mas, diante dos últimos acontecimentos provocados pelas chuvas no Rio de Janeiro não tive como evitar, pois, todas ás vezes em que ligo a TV ou abro o jornal as manchetes sobre essa terrível tragédia estão lá.
Não tenho intenção de discutir aqui quem são os culpados, se a ocupação indiscriminada das áreas no entorno dos rios e montanhas ou a falta de regulamentação e controle dos governos que permitem construções nessas regiões. Agora que essa tragédia anunciada aconteceu fico imaginando como essas pessoas que perderam casa, parentes, amigos, vão continuar suas vidas, como acordar e ver que tudo é real e não apenas um pesadelo.
Quando uma catástrofe como esta acontece todos somos obrigados a aceitar a nossa condição humana, a nossa fragilidade diante de situações que não temos controle. Somente após esta constatação é possível buscar a superação e seguir em frente.
Me lembro de quando era criança e minha avó morava em uma região que sofria com enchentes. Os moradores construíam barragens na porta de casa para tentar evitar a entrada da água, mas um dia nada disso adiantou e água entrou na casa dela, a sala que tinha um piso de madeira que brilhava muito, ficou cheia de água. Todos os parentes e amigos inclusive as crianças se uniram com baldes e panelas para tirar a água da casa. Manifestações de solidariedade que ficaram na minha memória.
Para o psiquiatra José Toufic Thomé em entrevista ao Jornal Hoje do dia 13/01/2011, (clique aqui e veja a íntegra da entrevista) a solidariedade é uma forma das pessoas combaterem a própria impotência diante dos infortúnios, já que não foram atingidas diretamente por eles, e faz parte da natureza humana.
Acredito que esse seja o caminho, doloroso para todos, é verdade, mas sabendo que podemos contar uns com os outros fica mais fácil a tarefa de recomeçar.
Até a próxima!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Colcha de Retalhos - Eu, você e eles...




Eu, você e eles...


Fiquei pensando sobre o que escrever na minha primeira coluna para o Curtinhas, o que será que o leitor de um blog de variedades gostaria de ler, como seria esse leitor, conservador?
Com certeza não. Será que ele lê em casa, no trabalho, no celular parado no trânsito?
Não sei. Como falar com você que está lendo esse texto agora?
Eu mesma não estou muito habituada a essa linguagem de Internet onde os textos costumam ser curtos, pois, costumo escrever muito, tenho necessidade de contar detalhes, de explicar tudo, tim tim por tim tim...
Mas voltando a relação leitor e escritor, é bom saber que no mundo todo há muita gente interessada em ler o que o outro escreve, mesmo que o que se lê, seja tão profundo que caiba em 140 caracteres, pois é, a febre das redes sociais é prova disto. Recentemente, confesso que por influência das conversas com os meus amigos e notícias que circulam na mídia sobre o Facebook e seu “criador” Mark Zuckerberg, entrei no site e abri o meu perfil; fui procurar meus amigos por lá.
Mandei alguns convites e recebi outros, me empolguei e fui adicionando todo mundo que eu conhecia, pensei, nossa isso é divertido!
Fiquei lendo alguns posts, encontrei de tudo, fotos dos filhos, dos cachorros, das viagens, gente com fome, gente com sono, frases filosóficas de auto-ajuda, enfim, um pouco de tudo.
Resolvi postar o meu. O que eu poderia compartilhar com as pessoas?
O que eu to sentindo agora?
Nossa, eu tava com uma cólica enjoada...
Não, ninguém precisava saber que eu estava de TPM, não ia ficar me expondo...
Resolvi desejar um Feliz Natal e tentar novamente no outro dia.
No dia seguinte, recebi algumas sugestões de amigos para incluir outros conhecidos na minha rede, fiquei tão sem jeito.
Como assim, eu vou convidar um amigo de outro amigo para também ser meu amigo, que coisa mais indelicada, será que o amigo do meu amigo não ia achar que era falta de educação ou invasão de privacidade?
Alguns dizem que sim.
Bem, já deu para perceber que eu ainda tenho que me acostumar com esse novo jeito de me comunicar e escrever para o Curtinhas vai me dar esta oportunidade.
O convite do meu amigo Fernando para ser uma das colunistas do Blog que ele criou com tanto carinho e poder compartilhar com vocês as minhas experiências e descobertas me deixou muito feliz.
Espero que tenha alguém aí que também possa curtir isso.

Até a próxima.