

Você já ouviu falar em adulto emergente? Não? Vamos começar de novo, você já ouviu falar ou conhece um jovem entre 20 e 30 anos que está buscando o emprego ideal, não leva os relacionamentos muito a sério, mora com os pais e não pretende se mudar tão cedo e só pensa em balada a semana inteira. Se sua resposta foi sim, então você conhece um adulto emergente. Esse termo surgiu nos Estados Unidos e foi criado pelo psicólogo e professor da Universidade de Clark, em Worcester, Massachusetts, Jeffrey Jensen Arnett. O psicólogo cunhou a expressão “emerging adulthood” ou “adulto emergente” para definir o grupo de jovens entre 20 e 30 anos que adiam a entrada na vida adulta e são classificados assim porque não cumprem os cinco passos tradicionais que definem a formação de um adulto; terminar a escola, sair da casa dos pais, tornar-se independente financeiramente, casar e ter filhos. Este é um fenômeno da sociedade moderna e a competitividade do mercado de trabalho que exige um profissional com atualização constante influencia muito este comportamento já que para se preparar melhor e buscar o primeiro emprego, o jovem precisa do apoio dos pais por mais tempo e consequentemente não assume responsabilidades como, por exemplo, pagar as próprias contas. No Brasil este efeito é menor nas classes C e D porque eles começam a trabalhar mais cedo para ajudar no sustento da família

As pesquisas revelam que homens e mulheres vivem esse período da mesma forma. Arnett diz que as mulheres experimentam da mesma maneira que os homens esse período de transição antes de entrar na vida adulta e afirma. “A única diferença é que elas ainda têm um relógio biológico que, aos 30 anos, começa a alertá-las de que seu período de fertilidade está no fim. Portanto, se quiserem ter filhos, precisam crescer logo. Esta postura pode não ser somente um comportamento social já que existe em pesquisas como a desenvolvida pelo Instituto Nacional de Saúde Mental (National Institute of Mental Health, NIMH) nos Estados Unidos que indicam que o cérebro humano ainda não está maduro até os 25 anos, segundo os pesquisadores, aos 25 anos, fica difícil responder questões como 'o que vou fazer da minha vida' justamente porque a parte que controla os impulsos emocionais ainda está se desenvolvendo. A conseqüência de ter filhos dependentes financeiramente em casa é que os pais precisam ficar economicamente ativos por mais tempo adiando a aposentadoria, mas é importante incentivá-los a ir atrás de seus objetivos ou pelo menos ter um. Agora quando perguntar para o seu filho “O que você vai ser quando crescer?” prepare-se porque isso pode demorar muito...
Fonte: http://revistaepoca.globo.com
Dica: Vídeo Programa Saia Justa – GNT – 12/01/2011 -http://gnt.globo.com/saiajusta/Videos/_1414480.shtml
Serviço: Debating Emerging Adulthood: Stage or Process
Jeffrey Jensen Arnett, Marion Kloep, Leo B. Hendry, Jennifer L. Tanner
Oxford University Press, USA (idioma: inglês) – venda sob encomenda nas livrarias, preço médio R$ 84,00
Oi, Iara, gostei muito do seu texto. Já havia escutado a expressão "adultecente" para essas mesmas características citadas no seu artigo. Valeu, pelas novas informações. Bjs.
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