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quarta-feira, 11 de maio de 2011

Crítica - Água para Elefante






Ás vezes vida nos leva para situações inesperadas, momentos conflitantes e inimagináveis. Impossível se precaver, temos apenas que seguir em frente e lutar para fazer com que tudo se encaixe o mais rápido possível, ficando próxima da normalidade e da zona de conforto que sempre almejamos. O filme “Água para elefante” aborda de maneira sensível e emocional como a vida nos propicia momentos de alegria, ilhas de bem estar em um mar de adversidade, mostra a construção do afeto e respeito como mola propulsora para essa mudança.
O pano de fundo do filme é o mundo do circo, nos anos 30 em plena recessão americana, onde um jovem estudante de medicina veterinária de origem polonesa, Jacob Jankowski (Robert Pattinson) , é atirado para dentro desse universo por uma imposição do destino. Entra para o circo Benzini Brothers é lá percebe que a vida é ainda muito mais cruel do que ele imaginava. Nesse ambiente competitivo, desigual e perverso ele descobre a paixão por Marlena (Reese Whiterspoon), esposa do dono do circo, Ausgut, interpretado pelo ator Christoph Waltz, que não se limita a criar um dono de circo caricato, a sua excelente interpretação ganha contorno carismático, com uma pitada de crueldade e muita dramaticidade, quem não se lembra do coronel nazista em “Bastardos Inglórios” que fez merecidamente o ator ganhar o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em 2010.
Mas não pense você que se trata de mais um filme sobre um triangulo amoroso, o filme não para por ai, temos um elefante, lembra?Jacob se torna tratador do circo e fica responsável por Rose um elefante que conquista a todos a sua volta e muda complemente suas vidas. Pode parecer contraditório, mas não é, a leveza como Rose encanta a todos, inclusive o público é apaixonante. O enredo é apresentado de forma linear, contado pelo protagonista, que a essa altura já possui 90 anos e narra a história de sua vida para o proprietário de outro circo que fica entorpecido com o requinte de detalhes e aventuras descritas pelo velho homem.
As atuações de Robert Pattison e Reese Whiterspoon são limitadas, mas não comprometem em nada a produção, que ainda possui figurinos incríveis, uma trilha sonora interessante e uma história que vai emocionar e te surpreender!
Claro não é um filme para entrar para história do cinema, mas é com certeza um Senhor romance.
Não deixe de assistir!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Crítica - O Discurso do Rei






Uma história envolvente, atores excepcionais, figurinos impecáveis, cenários reconstruídos com riqueza de detalhes, uma direção discreta e competente, fazem desse filme com certeza um dos favoritos ao Oscar desse ano.

George VI (Collin Firth), assume a contragosto o trono da Inglaterra, pois seu irmão mais velho e herdeiro direto ao trono, Edward (Guy Pearce) resolve abdicar para viver um grande amor com uma mulher divorciada, para agravar ainda mais a situação George VI sofre de gagueira e ainda tem sérios de problemas de ordem emocional o que causa grandes instabilidades nas suas relações. Determinado a superar os problemas, busca ajuda de um médico, Lionel Logue (Geoffrey Rush) que aos poucos vai ganhando a confiança de George VI, fazendo surgir uma grande amizade.
O diretor Tom Hooper, soube como poucos explorar a dramaticidade do trio que atua a maior parte do filme Collin Firth, Goffrey Rush e a talentosíssima Helena Bonham Carter, que faz o papel de Elizabeth esposa de George VI, é com certeza o ponto alto do filme, quando o trio está em cena e de perder o folego, eles praticamente levam o filme nas costas sendo responsáveis pelas melhores momentos.
Em um filme biográfico, corre-se sempre o risco de fazer o expectador perder o interesse pela história, afinal como ela já é conhecida a trama pode ficar desinteressante, nesses casos pode-se utilizar diversos recursos para reverter a falta do ineditismo como explorar ao máximo o talento dos atores envolvidos e isso o diretor Tom Hooper soube fazer com maestria, sorte dele e ótimo para nós.
O filme se passa de forma linear, não tem nenhum mistério a ser resolvido e tão pouco acontecem grandes reviravoltas, talvez esse seja o único ponto fraco da produção, é tudo muito óbvio. Mas acredite, mesmo assim prende sua atenção, que como já disse graças a atuação do elenco que estão muito a vontade, atuando com naturalidade e uma grande sintonia.

O filme concorre a 12 indicações ao Oscar é certo que a produção irá levar para casa as estatuetas de Melhor Filme, Diretor, Ator, Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante e claro figurino, que são assinados por Jenny Beavan, que conseguiu colocar elengancia até nos personagens mais mal vestidos da história como o Premier Churchill
Não deixe de ver um grande filme onde à superação e a confiança se mostram como grandes armas contra qualquer inimigo .
Imperdível !

Veja o trailer

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Minhas Mães e meu Pai




O filme “Minhas mães e meu pai” aborda um tema muito controverso e bastante denso, a homossexualidade feminina . No entanto o filme consegue mostrar com muita sutileza e profundidade o dia-dia de um casal gay. Jules (Julianne Moore) e Nic (Annette Bening) são casadas, Jules é uma mulher liberal e ainda busca respostas para sua vida profissional, já Nic é uma médica bem resolvida e profissionalmente bem estabelecida. Elas têm um casal de filhos que foram concebidos por inseminação, graças à doação de um único doador. Os filhos, Joni (Mia Wasikowska) filho de Nic e Laser (Josh Hutcherson) filho de Jules são adolescentes e como todos os adolescentes vivem um momento bastante conturbado em suas vidas a procura de auto afirmação . E é nesse momento que entra na vida deles Paul (Mark Rufallo) que foi procurado por Joni e Laser que a principio se encantam com o jeito de como Paul leva sua vida de dono de restaurante. A partir daí todos vão sentir e alguns sofrer com a presença de Paul que vai ganhando mais espaço dentro da família. O filme foi escrito e dirigido por Lisa Cholodenko, que teve muita sensibilidade e conduziu o filme de forma linear marcado por cenas fortes e explicitas de amor e sexo. As atuações de Julianne Moore e Annette Bening são extremamente envolventes e muito realistas juntas com certeza são o ponto alto do filme. Annette por essa interpretação ganhou recentemente o Globo de Ouro de melhor atriz e o filme levou a estatueta de melhor filme, recebendo fortes credenciais para o Oscar desse ano.

Trata-se de um filme envolvente que toca você de uma forma emocionante, sim a família contemporânea mudou, embora os papeis ainda sejam os mesmos, seus personagens são totalmente diferentes e já não existe mais espaço para preconceitos. Não deixe de assistir esse filme ! Sensacional

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Crítica - Bravura indômita






Você gosta de filmes de faroeste ?
Se sua resposta for sim, você irá gostar de Bravura indômita, agora se a sua resposta for não existe uma grande chance de você simplesmente amar o filme, pelo simples fato da historia conseguir se desprender do tempo e do lugar onde é passado, você sabe que se trata de um filme de western pelo figurino dos personagens, parece difícil a principio, mas os diretores, os irmãos Coen (Ethan e Joel) conseguiram essa proeza, com uma receita muito simples, deixaram de lado os itens excessivos e caricatos de qualquer filme de cowboy, restando apenas o primordial como o grande duelo entre os mocinhos e os bandidos, fizeram a trama girar em torno de uma adolescente de 16anos, Mattie Ross interpretada pela talentossíma e surpreendente Hailee Steinfeld, guardem esse nome, vamos ouvir falar muito dela.
Ela contrata por cem dólares o xerife federal "Rooster" Cogburn, interpretado por Jeff Bridges, para capturar o assassino do seu pai, e ainda por cima exige participar dessa caçada em busca de vingança.
Jeff Bridges e Mattie Ross , atuam com muito naturalidade e juntos conseguem potencializar ainda mais o filme, deixando interessante e envolvente.
Jeff faz mais um grande papel, um xerife beberrão e nada simpático, e por incrível que possa parecer responsável por arrancar inúmeras risadas.
Vale ressaltar que o filme é uma refilmagem de 1969, onde esse mesmo papel de Jeff foi interpretado por John Wayne, que para muitos é incomparável, aqui cabe uma explicação, apesar de Jeff ser muito mais ator na minha opinião, Wayne leva vantagem pois o papel era sua cara e por não dizer sua praia (western) motivo pelo qual essa comparação não me agrada .
Para completar a trama temos ainda a presença de Matt Damon que com certeza dá um tempero a mais nesse filme, embora quando atue ao lado de Jeff ele praticamente desaparece, infelizmente isso acontece não por falta do talento de Matt, mas simplesmente pelo excesso de Jeff que como já disse está acima da média.
A narrativa do filme também empolga, é contada por Mattie Ross que não descansa até encontrar o culpado pela morte do seu pai, situações de perigo, suspense e muita ação acontecem, mas tudo em um ritmo mais lento e impressionantemente eficaz.
O filme agrada e tem como ponto alto o galope em polvorosa de Ross pelas planícies à noite para socorrer a jovem Mattie (paga ingresso) a força desse momento e como tudo é mostrado chega até emocionar.
Assista esse filme e deixe se surpreender pelas sutilezas e a leveza de um filme de cowboy, experimente esse contraditório , você vai gostar !

Crítica - O Cisne Negro



Um drama sem precedentes uma história forte de superação e emocionante!
Esses são alguns ingredientes que você irá encontrar ao assistir o filme “Cisne Negro”.

Engana-se quem pensa que se trata de mais um produção sobre dança ou ballet, impossível traçar qualquer tipo de comparação com outros filmes que abordam essa temática como “Dance Comigo”, “Dirty Dancing”, “Tango” ou “Vem Dançar Comigo”.
O enredo do “Cisne Negro” é muito mais forte que a própria arte da dança mostrada na tela, ela transcende e atinge você de uma forma voraz, não importa seu conhecimento sobre ballet ou se alguma vez já assistiu o “Lago do Cisne”, no entanto para quem já praticou ou conhece um pouco mais o mundo do Ballet, com certeza o impacto é muito mais forte podendo chegar a ser até visceral.
Graças à competente direção de Darren Aronofksy, ex marido da atriz Rachel Weisz, para nós ainda é um grande desconhecido, embora já acumule alguns prêmios como melhor diretor (Sundance Film Festival, por Pi 1998 e no Festival de Veneza por The Wrestler 2008).
Ele arriscou e deu certo, em muitos momentos você acompanha Nina, interpretada por Natalie Portman, em suas caminhadas pelo metrô, para casa ou até mesmo nos ensaios, a imagem escura do filme pode até atrapalhar um pouco, mas com certeza contribui em muito para dar mais veracidade ao filme, chegando a sentir a respiração ofegante do personagem em muitas cenas.

O Lago do Cisne foi escrito em 1895 e conta a historia do príncipe Siegfried que se apaixona por Odete uma linda rainha que durante o dia se transforma em um belo cisne branco, feitiço imposto por Rothbart , somente o amor verdadeiro seria capaz de quebrar esse encanto. Rothbart sabendo das intenções do príncipe envia para o grande Baile sua filha Odile, que dança com o príncipe que acredita ser Odete e a pede em casamento. Ao saber que foi enganado Siegfried vai ao encontro de Odete, os amantes se jogam ao lago, e nesse momento, a magia é quebrada e o reino de Rothbart desmorona, matando o príncipe. Importante esse momento e saber que existem dois cisnes o Branco, Odete e o Negro Odile, pois essa dualidade norteia o filme inteiro. A atuação de Natalie Portman é digna de Oscar, a atriz nesse trabalho superou toda e qualquer expectativa, seus gestos, olhares e movimentos, como o Cisne Branco é algo extraordinário, mas quando ela dança como o Cisne Negro esse sim, vale o ingresso, sua atuação entra na esfera da perfeição, auxliada por um jogo de câmeras e um efeito que gradualmente insere asas aos seus braços fica impossível não ficar de boca aberta.

O conflito do Branco com o Negro, a descoberta do seu lado sombrio e o modo como isso é mostrado na vida do personagem, que ainda sofre de um tipo de esquizofrenia criando situações imaginárias dá ao filme um ritmo violento e extremamente dramático.

O final pode não agradar a todos, mas vale à pena assistir, e ver como uma atriz consegue se superar atingindo a perfeição. Claro, que o resultado só foi conseguido graças a câmera e o olhar companheiro de Darren Aronofksy, de uma trilha sonora espetacular e um figurino que dispensa apresentações e elogios.

O Cisne Negro é fatal !

domingo, 30 de janeiro de 2011

Critica - Rapunzel





Você conhece a historia da princesa Rapunzel?

Se a resposta for não, então chegou a hora de conhecer mais um historia de contos de fadas com uma bela princesa, contada com maestria pelos estúdios Disney. Agora se você já conhece a história, tem um motivo a mais para assistir essa deliciosa animação, que diverte e trás uma série de ingredientes novos que você com certeza nunca viu, pois a história original dos irmãos Grimm sofreu algumas modificações e podem acreditar ficou muito melhor. Ainda muito jovem a pequena Rapunzel é seqüestrada dos seus pais por uma bruxa que utiliza os poderes do cabelo da bela princesa para se manter sempre jovem. Sim, os cabelos da Rapunzel têm poderes mágicos e no filme atuam como se fossem um personagem, e com certeza é o ponto alto do filme, pois os grandes cabelos ajudam a princesa a sair de inúmeras situações confusas com muita emoção e grandes doses de diversão O filme também possui músicas incríveis onde os personagens cantam e dançam e por incrível que possa parecer chega a emocionar, sim esse o outro atrativo do filme, ele é emocionante e consegue segurar sua atenção do início ao fim. A cena onde as lanternas são soltas é de uma sensibilidade incrível com uma trilha sensacional e em minha opinião pagou o ingresso 3D. A propósito a dublagem do aventureiro Flynn Rider é dublado por Luciano Huck que não compromete e faz um vigarista de bom coração que se apaixona por Rapunzel.

Ficou interessado? Não deixe de acessar o hotsite criado pela Disney que mostra cenas e ajuda a conhecer um pouco mais do universo da Bela Rapunzel, que até aqui é com certeza um dos melhores trabalhos da franquia Disney... Imperdível, sensacional ! Não deixe de assistir!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Crítica - O Turista



Estreia nessa sexta-feira em nossos cinemas um dos filmes mais aguardados dessa temporada, “O Turista”, mas afinal qual o motivo para tanta ansiedade ?
A resposta é muito simples, pois no elenco temos Johnny Depp e a Angelina Jolie, dois dos grandes nomes do cinema da atualidade. Johnny Depp faz o papel de um professor de Matemática, chamado Frank, que viaja para europa com intuito de cicatrizar os cortes de um coração ferido, e Angelina por sua vez é a sensual e extraordinária Elise que vai cruzar o caminho de Frank, causando uma súbita paixão e uma relação amorosa marcada por desencontros e situações que fogem do controle de ambos. Isso tudo acontece tendo Paris e Veneza de pano de fundo, que acrescenta ao filme imagens de tirar o fôlego, ficando muito mais interessante, mas atenção longe de ser romântico. Pois o filme é cheio de ação, perseguições e até situações hilárias como o momento que Frank (Johnny Deep) foge de cueca e meias pelos telhados de Veneza, sua caminhada lembra em muito o pirata Jack Sparrow.
Deep está muito a vontade no papel de um professor um tanto quanto atrapalhado, consegue prender sua atenção se tornando um dos grandes atrativos do filme, embora muitas revistas comentam que esse com certeza foi o pior papel do ator, mas como disse o pior de Deep está aquém de ser horrível.
O filme não é ruim, mas poderia ser muito melhor, se não fosse a direção lenta e as vezes confusa do diretor Von Donnersmarck, que perdeu a chance de fazer um grande filme, pois tinha em suas mãos um elenco primoroso e um roteiro muito interessante.
Não poderia deixar de comentar sobre Angelina Jolie, para os fâs mais ardorosos ela está espetacular, suas aparições preenchem a tela com um figurino estrelar assinado por Collen Atwood, vencedora do Oscar.
Segundo algumas revistas americanas a atriz teve até aulas de etiqueta para interpretar uma européia, é notório que ela não poupou esforços para fazer uma grande atuação, no entanto o diretor Von Donnersmarck, errou mais uma vez aqui, deixando a personagem muito superficial, resumindo ela a situações sensuais e provocantes, Jolie é muito mais que isso.
O Turista é um filme divertido e interessante, que ainda trás como cereja a presença de Deep e Jolie, que é algo que vale a pena, mesmo quando não ocorre a famosa "química" entre eles.
Assista e tire suas próprias conclusões, a propósito o filme guarda o melhor para final, surpreende !

domingo, 16 de janeiro de 2011

Critica - Incontrolável





Um trem sem maquinista em alta velocidade cruzando várias cidades dos Estados Unidos, ainda para complicar levando vagões carregados com uma carga explosiva. A única chance de conseguirem parar esse trem é usando outro trem.Esse é o mote principal do filme “unstoppable” ou simplesmente Incontrolável, que tem no elenco Denzel Washington e Chris Pine.
Sim se trata de mais um filme catástrofe baseado em fatos reais, mas esse tem uma grande diferença, quem assina a direção e Tony Scott, que tem em seu currículo filmes como o “Seqüestro do Metro 123” e o sensacional “Top Gun – Ases Indomáveis “ .Logo na primeira tomada do filme já vemos a mão de Tony Scott, que mostra de forma bastante artística a garagem, se é que podemos chamar assim, de onde partem os trens com todos técnicos fazendo os preparativos e os condutores dessas máquinas de aço e ferro.
Como todo filme catástrofe o início é lento e os fatos são apresentados de forma bastante pedagógica , isso tudo para deixar os expectadores familiarizados com os procedimentos técnicos de uma grande central de trens e mostrar de forma bastante sutil como nasce um pequeno descuido que pode resultar na perda de milhares de vidas.A atuação de Denzel (57) , como sempre se destaca , o ator continua bastante vigoroso nas suas interpretações e espalha dramaticidade com temperos de emoção.
Seu parceiro Chris Pine, que já trabalhou em alguns filmes de pouco expressão como “A Última Cartada”e “Encontro as Escuras” sempre fazendo personagens médios teve agora sua primeira chance em um grande papel e não desperdiçou, ao lado de Denzel, participou das melhores cenas, conseguindo manter o clima de tensão e perigo que o filme exigia.
“Incontrolável” é entretenimento puro, com imagens e cenas de prender a atenção do expectador mais desatento. Não deixe de ver no cinema mais perto de você !

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Critica - Comer, Rezar e Amar

Estreou em nossos cinemas mais um filme que se originou de um grande Best Seller literário , de mesmo título da escritora Elizabeth Gilbert que narra viagens a três pontos incríveis do mundo . Elizabeth é uma escritora bem sucedida, mas infeliz no casamento, sentindo um grande vazio e insatisfação com sua vida atual, resolve viajar para buscar respostas.
O amor é ponto de partida para essa história que a cada minuto vai ganhando contornos incríveis, mesclando situações inusitadas onde os relacionamentos humanos ganham destaque com todas as suas nuances. O filme está longe de ser superficial, muito pelo contrário, busca respostas para grandes dilemas, com a paz interior e a felicidade. Mas não se assuste esses temas tão densos e profundos são tratados com uma abordagem muito suave e otimista, graças à competentíssima direção de Ryan Murphy, que tem em seu currículo a direção de duas séries que faz muito sucesso na TV, Nip/Tuck e a mais recente Glee. Ainda temos a presença de Julia Roberts, falar o que dessa atriz que empresta seu talento para viver a protagonista do filme a escritora Elizabeth Gilbert, Julia está na medida certa, segura como sempre, dona de uma fala cativante e um sorriso que expressa exatamente o sentimento do personagem.
Essa capacidade interpretativa de Julia Roberts faz com que a maioria das mulheres crie uma identificação quase que automática por Elisabeth, mas nem por isso o filme é totalmente feminino, muito pelo contrário possui muitos atrativos para o grande público masculino.
Prepara-se para perder o fôlego em imagens escolhidas a dedo pelo diretor, o filme é repleto de locações incríveis e uma fotografia sensacional mostrando três países completamente diferentes entre si: Itália, Índia e Bali.
Na Itália a personagem descobre o prazer pela vida simples e claro a culinária, pratos típicos da gastronomia italiana invadem a tela, se você tiver com fome com certeza vai sair do cinema e parar na primeira cantina.
Na sequencia temos a Índia onde Elisabeth procura a paz e o conhecimento interior, conhecendo um texano interpretado pelo excelente Richard Jenkins que vai ao templo indiano encontrar o perdão e redenção pelos seus atos do passado. A relação dos personagens de Julia e Richard são com certeza o ponto alto do filme, com tons de dramaticidade e muita emoção.
Por fim a visita a Bali, onde o diretor guardou o melhor, é a pequena cereja do bolo, aqui Elisabeth encontra um grande amor interpretado pelo limitado Javier Baden, que faz papel de um brasileiro falando português com sotaque (engraçado).
Me pergunto, por que será que não chamaram o Rodrigo Santoro ?
Claro, é aqui também em Bali que Elisabeth encontra respostas para muitas das suas aflições, além de ter um guru pra lá de engraçado e muito sábio, embora esperto fosse mais apropriado.
O filme deixa a mensagem que a procura por uma resposta por temas complexos da vida ou o pior dos dilemas está nas coisas simples da vida, como nadar no mar ou caminhar sob um lindo dia de sol e claro se apaixonar, afinal o que é a vida sem paixão ?
Imperdível , simples , engraçado e extremamente cativante, não deixe de assistir “Comer, Rezar e Amar”

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Critica - Tropa de Elite 2 - O Inimigo agora é outro


“Tropa de Elite 2 - O inimigo agora é outro”, vem angariando a cada dia mais espectadores e faz do boca a boca sua maior arma. Até o momento foram mais de 5milhões de espectadores que lotaram as salas de cinema para assistir a mais nova aventura do Capitão Nascimento, ou melhor Tenente-Coronel Nascimento que nessa sequencia possui outra patente e função.

Seus produtores, esperam chegar a marca de 10milhões de espectadores, com isso o filme Tropa de Elite 2 se aproximará de Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), de Bruno Barreto, que fez 10,7 milhões, importante salientar que Dona Flor, na sua época disponha 3,3 mil telas de cinema e não sofria concorrência com Internet, DVDs e principalmente a pirataria.

Mas afinal, o que faz do filme Tropa de Elite 2, ser tão atrativo ?
Primeiramente, o filme possuiu uma identificação explicita da nossa realidade, mostrando para o grande público como nasce e funciona um sistema corrupto, que está impregnado em quase todas as instituições governamentais, tudo é mostrado de forma muito didática, por mais incrivel que isso possa parecer.

Sim, o roteiro, tem essa qualidade e proporciona ao espectador entrar em um mundo que sempre esteve a sua volta, e nunca percebeu, motivo pelo qual o filme para muitos é um grande “soco no estomago”, deixando você atordoado com a sequencia de acontecimentos que passa diante dos seus olhos, a sensação de que já vimos todos esse acontecimentos antes, não faz com que você disperse muito pelo contrário, o filme fica muito mais atrativo e real , pois conseguimos ver o que realmente tem por trás de tanta corrupção.

O filme ainda tem uma grande constelação de atores bem caracterizados, que fazem uma grande interpretação com muita intensidade, diálogos rápidos e uma linguagem “malandra” que deixe as cenas mais interessantes. Wagner Moura, dispensa comentários, perfeito como sempre. Seu Jorge, merece um destaque, está afinadíssimo no seu papel como líder de uma facção criminosa.
A direção de José Padilha impõem um ritmo veloz fazendo você não tirar os olhos da tela.
Padilha ainda consegue em muitos momentos mudar a direção para onde o filme caminha, resultado disso, uma sequencia de surpresas.

Tropa de Elite 2, é real, é provocativo, um grande filme onde a maior violência não estão nas cenas de tiroteio e tortura, mas sim, no genocídio social provocado por uma rede de políticos corruptos que exclui, mata e dizima uma parcela da população que mais necessita de apoio e ajuda.

Não deixe de assistir, vá ao cinema e esteja certo que a realidade é muito mais dura e cruel do que você pensa! Temos uma grande missão pela frente, para tentar mudar ou pelo menos amenizar tudo isso, e como diz o coronel Nascimento : Missão dada é Missão Cumprida ! Caveira !

domingo, 8 de agosto de 2010

Crítica - A Origem



É sempre bastante denso e por que não dizer um pouco complicado os assuntos do subconsciente e todo o complexo que envolve a mente humana. O filme A Origem que estreou nesse final de semana no Brasil, anda por esse caminho obscuro e desconhecido por muitos, e usa toda essa complexidade da mente como cenário de fundo para o filme, motivo pelo qual no ínicio parece derrapar, o expectador é mergulhado para dentro de um universo psicológico de difícil compreensão, deixando o filme perder grande parte do seu atrativo, ficando enfadonho e cansativo em boa parte dele. Leonardo Di Caprio faz o papel de Don Cobb um especialista em invadir as mentes humanas roubando segredos e também implantando idéias em seus subconscientes, claro tudo em troca de uma boa remuneração. Ele possui uma equipe que sempre o acompanha e cada um tem uma função específica e trabalham em conjunto quando estão dentro de um sonho, isso mesmo um sonho. Porque, somente através dos sonhos que Don Cobb e sua turma consegue invadir a mente humana. Cobb por sua vez é atormentado por visões de um passado nada agradável que se materializa durante suas incursões dentro da mente humana, se tornando seu maior inimigo e muitas vezes atrapalhando suas missões.


O filme é cheio de efeitos, cortes e uma trilha muito empolgante que fazem do diretor Christopher Nolan, que também dirigiu Batman, o cavalheiro das trevas, em um nome de referência em cenas de ação e efeitos, a cena em que as ruas de Paris sobem como se fossem ondas do mar e algo de tirar o fôlego. O Roteiro é para lá de original e muito interessante, no entanto o grande fio condutor da história é sobre a vida de um grande empresário que está a beira da morte e deixa todo seu império para seu único filho, que por influência da equipe de Cobb é forçado a vender metade do seu patrimônio. Agora eu pergunto com um argumento pequeno como esse não tem como o expectador vibrar e torcer, torcer então fica mais complicado por que fica difícil descobrir quem são os mocinhos e vilões, afinal de contas invadir a mente de alguém para forçar ele vender metade do seu patrimônio para outro empresário é no mínimo politicamente incorreto, faltou um argumento mais grandioso e a definição clássica do bem contra o mal, para fazer jus a idéia original de trabalhar o inconsciente humano através dos sonhos. Como já disse o filme empolga pelas cenas de ação e efeitos mirabolantes, uma idéia original que infelizmente se perde e praticamente desaparece durante o filme, uma atuação nada convincente de Leonardo Di Caprio que não consegue passar todo o drama e tormento que o personagem possui, principalmente sua angustia em tentar abrandar seu remorso e culpa pela perda do seu grande amor. Por fim, a vida já é complicada demais, e o filme consegue ser mais ainda...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Crítica - Salt


Chegou aos nossos cinemas o grande sucesso da temporada, “Salt” estrelado pela sensual Angelina Jolie, que interpreta uma agente da CIA, Evelyn Salt, que vê sua vida desmoronar quando é acusada de ser uma espiã russa por um compatriota desertor.
A partir desse momento, filme ganha um ritmo alucinante, com muitas perseguições e suspense, não deixando você tirar os olhos da tela.
O competentíssimo diretor Phillip Noyce, conseguiu conduzir toda a trama de uma forma onde você é surpreendido a cada cena, fazendo surgir novas possibilidades e mudando todo o curso da história.
O roteiro com certeza também contribui muito para o sucesso de “Salt”, faz muito tempo que não vejo um roteiro tão justo e sem sobras, tudo devidamente encaixado e justificado ao seu tempo.
“Salt”, dizem alguns críticos, lembra um pouco James Bond, me desculpem, mas não encontrei nenhum vestígio do agente inglês mais famoso do mundo, ao contrário de Bond, Salt não é tão caricata, muito pelo contrário ela é mais visceral e extremamente imprevisível você não sabe aonde ela irá te levar, mais uma vez a mão do diretor se faz presente, deixando o personagem cada vez mais egoísta e não dividindo com o público os próximos passos.
Destaque para Angelina Jolie que há muito tempo deixou de ser a bela sensual e se tornou uma atriz cada vez mais versátil e carismática.
Angelina criou uma nuvem enigmática sobre Evelyn Salt, nuvem essa que consegue ser dissipada somente no último momento do filme, onde você realmente irá saber se ela é boa ou má? Ou ainda mocinha ou vilã ?
Assista o filme, não se distraia, pois o filme é cheio de detalhes e a perda de apenas um deles, pode prejudicar o entendimento de toda trama deixando você com cara de "perdi alguma coisa?" Afinal, não tem nada mais prazeroso em um filme quando você acompanha e tenta antecipar fatos ou situações que ainda estão por vir, Salt instiga você a fazer isso constantemente.... vá ao cinema, relaxe e deixe se surpreender com o filme e a bela Salt........diversão garantida !

terça-feira, 13 de julho de 2010

Crítica - Encontro Explosivo


Estreou essa semana nos cinemas brasileiros o filme “Encontro Explosivo” (Knight and Day) com Tom Cruise no papel de um agente secreto que se vê traído pelo seu País e Cameron Diaz, que interpreta uma mulher solitária e apaixonada por carros.O filme tem um ritmo bastante empolgante e com cenas de tirar o fôlego, mas o enredo não trás nenhuma novidade que você já não tenha visto em outro filme, como por exemplo, “Senhor e Senhora Smith”. Isso mesmo o filme utiliza os mesmos expedientes já vistos, como a mulher que se apaixona pelo homem misterioso ou ainda a homem que sente uma estranha atração por uma mulher muito diferente dele, no entanto não subestime o filme, pois ele ainda consegue prender sua atenção e faz você vibrar a cada situação inesperada que surge na tela. Uma história empolgante e cheio de idas e vindas, Isso tudo graças à direção competente de James Mangold que soube usar velhos recursos de uma forma diferente e por que não dizer bem humorada, o filme consegue ser engraçado e não derrapa, ou seja, não vira um pastelão. Sim aparecem muitas cenas totalmente inverossímeis, no entanto como já disse o enredo e os personagens criados permitem essa viagem para lá do mundo real. Apesar de muitos não gostarem eu gosto bastante da atuação de Tom Cruise no filme, conseguiu montar um personagem cínico, despretensioso e engraçado. Por outro lado Cameron Diaz (June), não deixa por menos e também mostra toda sua versatilidade fazendo uma garota sonhadora e romântica que vê em Wilner (Tom Cruise) seu porto seguro, a relação deles e as cenas que contracenam com certeza são o ponto alto do filme, como já disse prepare-se para rir. Agora não tente encontrar explicações de como Tom Cruise e Cameron escaparam daquele acidente, tiro, ou perseguição, não vale a pena e você corre o risco de estragar uma boa diversão. Apenas relaxe curta as cenas da Andaluzia, Port Antonio, Jamaica, Los Angeles e Salzburgo na Austria, claro coma uma pipoca bem quentinha e se deixe envolver por um filme que nada mais é do que puro entretenimento.
Sensacional, não deixe de ver !
Fernando Santos

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Crítica - Avatar


Estreou essa semana nos cinemas o filme mais aguardado dessa temporada “Avatar”.Uma produção de mais de 400milhões de dólares e com a direção de James Cameron que assina também o roteiro. A curiosidade de fãs do mundo inteiro para ver a primeira produção de Cameron em 3D, lotou as salas não só no Brasil como no mundo inteiro, para se ter uma idéia da repercussão do filme, nesse último final de semana nos EUA, arrecadou cerca de 75milhões de dólares e com uma forte tendência de se pagar em menos de 1 mês de exibição, um verdadeiro blockbuster. Mas vamos falar um pouco do filme, o ator Sam Worthington que interpreta o cabo Jake Sully, protagonista do filme, é uma grande surpresa, apesar dele já ter atuado em outras produções como “Exterminador do Futuro – Salvação”, “P.S – Eu Te Amo” e “A Verdade Nua e Crua”, em "Avatar", Sam divide suas cenas com seu avatar, ou seja, seu outro personagem digitalizado, sua interpretação segura, criando um soldado desleixado que viu no projeto Avatar, apenas mais uma forma de ganhar dinheiro, impressiona. Afinal estar na frente da produção mais cara da história do cinema parece não ter abalado o ator e o resultado você pode ver no filme e por falar em digitalização, esqueça tudo que você já viu. James Cameron criou um universo rico e complexo digno das grandes sagas como “Senhor dos Anéis” ou “Guerra nas Estrelas”, um universo mágico onde você é atirado de uma forma incrível, através de um roteiro “bem amarrado”, personagens fortes, cenários gigantescos e uma história para lá de contagiante. O planeta Pandora, que serve de pano de fundo para uma civilização chamada Na'vi, raça humanóide com língua e cultura próprias e um respeito incrível pelos animais, plantas e principalmente as regras impostas pela mãe natureza, no filme chamado de Eyra. Os Na'vi chegam em boa hora, em tempos de derretimento de calotas polares, efeito estufa, camada de ozônio e o fracasso da conferência de Copenhague 2010, o filme colobora para despertar nossa consciência ecológica, não tem quem não seja afetado pela mensagem do filme. Outra ponto incrível dessa produção é a batalha final, é de tirar o fôlego, as cenas, os cortes, a trilha e a intensidade dos efeitos 3D, coloca você dentro do filme literalmente, surreal. Avatar é um dos melhores filmes do ano que eu pude assistir, não deixe de ver. A propósito quase me esqueci, ver a atriz Sigourney Weaver em ação sempre é inspirador, ela com certeza é a cereja desse bolo delicioso chamado “Avatar”......Imperdível !!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Crítica - A Proposta

Chegou aos cinemas o filme A Proposta, com Sandra Bullock e Ryan Reynolds, uma comédia romântica incrível , Sandra Bullock parece que encontrou novamente o caminho para o sucesso, afinal fazia muito tempo que eu não via a atriz interpretando de uma forma tão intensa e entregue ao seu personagem Margaret Tate, uma imigrante Canadense que possui um jeito autoritário de lidar com seus funcionários subalternos, até que um dia se depara com um problema que poderá causar sua deportação dos EUA.

A partir desse momento a única solução possível para esse grande problema será um casamento arranjado com seu assistente Andrew Paxton (Ryan Reynolds) .

O filme nos EUA liderou a bilheteria por semanas, em um único dia arrecadou 12,4milhões de dólares com ingressos vendidos no Canadá e EUA. Fazia mais de 10anos que Sandra Bullock não liderava as bilheterias do cinema americano, desde Forças do Destino com Ben Affleck, o filme com certeza veio brindar a carreira de umas das atrizes mais versáteis do cinema contemporâneo mundial.

Dona de um carisma incrível e de uma beleza singular, Sandra consegue prender você durante toda a projeção do filme, mesmo fazendo papel de uma mulher fria e descomprometida com tudo menos com seu trabalho. Durante o filme vemos a mudança incrível que a personagem vai passando, e nesse momento percebemos a capacidade da atriz que empresta sua sutileza e dramaticidade para transformar Margaret em uma mulher sensível e extremamente apaixonada.

Claro, que Sandra teve a sorte e a felicidade de viver essa história ao lado de Ryan Reynolds que não deixou a "peteca" cair e criou uma sintonia incrível com Sandra fazendo você torcer por eles e dar grandes gargalhadas, afinal é um comédia romântica e os risos não poderiam ficar de fora.

A Proposta é um filme leve, divertido que conta que a paixão às vezes nasce de onde menos esperamos e que a vida pode nos brindar com situações alegres basta estarmos abertos para isso............Para os fãs de comédia romântica diria que o filme é imperdível , aos demais digo apenas que não deixe de assistir, não irão se arrepender, afinal uma boa história de amor e boas gargalhadas nunca é demais !
JJJ

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Crítica Filmes - Uma noite no museu 2

Chegou......... aos nossos cinemas o filme “Uma noite no museu 2”, Ben Stiller volta a ser Larry Daley, vigia noturno do Museu de História Natural, em Nova York onde à noite tudo ganha vida. Essa continuação com certeza é muito melhor do que o primeiro filme da franquia, a começar pelo elenco que foi escolhido a dedo Amy Adams (vivendo a pioneira da aviação Amelia Earhart), Hank Azaria, que dubla o Moe na série os Simpsons e faz o papel de um divertido faraó do mal, e do ator cômico francês Alain Chabat, como Napoleão Bonaparte atrapalalhado e cheio de complexos...claro que ainda temos uma pequena participação mas sempre primorosa de Robbie Williams, as cenas com todos eles são hilárias e muito engraçadas. Além do elenco temos, claro os efeitos visuais que são algo à parte e contagia a todos e deixam a história ainda mais envolvente .Por falar em história, o roteiro está muito bem amarrado criando situações inusitadas em uma formula já utilizada, méritos da direção eficiente de Shawn Levy que explora com muito propriedade a característica individual de cada ator, tirando o máximo de cada cena. Vale a pena ressaltar a pareceria entre Ben Stiller e Owen Wilson que faz o papel do caubói, os dois já fizeram 8 filmes juntos O Pentelho (1996), Uma Vida Alucinante (1998), Entrando Numa Fria (2000), Os Excêntricos Tenenbaums (2001), Zoolander (2001), Starsky & Hutch - Justiça em Dobro (2004), Entrando Numa Fria Maior Ainda (2004) e Uma Noite no Museu (2006). Em minha opinião, esse filme com certeza é o melhor da parceria embora não contracenem de forma intensa como nos outros filmes, mas quando isso acontece eles fazem a diferença. Não perca tempo, vá assistir o filme “Uma noite no museu 2”, receita infalível contra o baixo astral e garantia de muitas risadas uma comédia leve, inteligente e toda a família vai curtir

domingo, 3 de maio de 2009

Wolverine - Crítica


Chegou aos cinemas o filme Wolverine, estrelado por Hugh Jackman, o filme conta como tudo começou, como Logan se tornou Wolverine sua historia, como ganhou seu esqueleto de adamantium, e suas guerras. A proposta do diretor Gavin Hood mostra um herói humano apesar dos super poderes, Wolverine nunca deixou de ser Logan e Logan por sua vez ansiava por Wolverine que se tornou a válvula de escape perfeita para justificar o comportamento vingativo e frio que existe em todos os super heróis e com Wolverine não é diferente. O filme foi produzido na Nova Zelândia, passando em seguida pela Austrália e pelos Estados Unidos, ainda temos no elenco Taylor Kitsch (da série "Friday Night Lights"), Danny Huston (de "30 dias de noite"), Ryan Reynolds (de "Blade: Trinity"), o produtor de rap Will.i.am (do grupo americano Black Eyed Peas) e Lynn Collins (de "Número 23"). Trazer a historia de Wolverine para as telas é com certeza muita responsabilidade, afinal Wolverine é uma dos mais carismáticos e queridos heróis que compõem os X-Men, o filme mantem o ritmo dos filmes Marvel ,efeitos mirabolantes e vilões incansáveis, mas a grande surpresa como já disse fica para a historia, a narrativa se desenrola de uma forma linear onde vemos surgir a cada minuto um super herói, combativo, forte e humano. Hugh Jackman está perfeito no papel, se encaixou perfeitamente assim como Tobby Maguire como Peter Parker (Homem Aranha), ou ainda Edward Norton como David Berner (Hulk), comparações a parte, vale a pena assistir o filme, que não se resume apenas em efeitos e explosões, mostra uma história de conflitos, esperança e amor...
Veja o trailer:

domingo, 26 de abril de 2009

Austrália - Crítica



Simplesmente surpreendente! Acho que posso definir desse jeito o filme “Austrália” estrelado por Hugh Jackman e Nicole Kidman, o filme lembra muito os antigos clássicos de Hollywood, onde tínhamos um linda historia de amor vivida em um lugar distante, cercado por lindas paisagens, onde um homem e uma mulher com valores diferentes acabam se apaixonando, pois é, assim é Austrália dito de um forma muito simplista... mas não deixe se levar por chavões, Austrália tem sua própria originalidade um texto incrível e um ritmo bastante vibrante. O filme se passa no norte da Austrália no período da Segunda Guerra Mundial, e aborda uma aristocrata Britânica vivida por Nicole Kidman que herda uma fazenda do tamanho de um estado americano, na terra dos cangurus, claro que a jovem inglesa irá sofrer muito pressão para vender suas terras para Barões locais, mas encontrará apoio em rude boiadeiro Hugh Jackman, são quase 3 horas de filme (174min), por incrível que possa parecer não é cansativo, basta você se permitir aceitar as fantasias propostas pelo diretor Baz Luhrmann que chega a muitos momentos ser bastante melodramático, mas como disse, deixe se emocionar, entre na história e sinta Austrália como um clássico do cinema. Tanto Hugh Jackman e Nicole Kidman estão perfeitos em seus papeis e bastante convincentes sem mencionar que a tão famosa química existe entre eles e se fez presente no filme, ainda temos a boa interpretação do jovem ator Brandon Walters que vive Nullah um jovem mestiço que serve como ponte para os diferentes mundos que existe em uma Austrália conturbada pela Guerra e o poder. O filme muito me lembra “E o vento levou” onde Scarlett O’Hara (Vivien Leigh) era uma jovem rica que vivia no Sul dos Estados Unidos e que conheceu a pobreza e o sofrimento a partir do momento em que a Guerra da Secessão começou, o mesmo acontece com Lady Sarah Ashley vivida por Nicole Kidman, foi necessária a guerra para que pudesse ver o mundo sobre uma outra ótica... Não deixe de assistir, como já disse simplesmente surpreendente !
veja o trailer: