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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Chico Buarque







Olá,
A esquizofrenia é uma doença com manifestações psíquicas. Entre outros sintomas, a pessoa com essa doença pode apresentar delírios, crendo em ideias falsas, alucinações e uma grave desorganização do pensamento.



Mas por qual motivo esse colunista, de um espaço dedicado à arte e cultura, começa seu texto com essas informações?
Caro leitor, descobri nesta páscoa que tive um surto contínuo de esquizofrenia durante anos. Sim, creio que passei a acreditar em ideias falsas e vivi com uma grave desorganização do tico e do teco.
Tal constatação se deu em minha viagem com a família para Guararapes, interior do estado de São Paulo. Nessa viagem a minha esposa, Caru, colocou um CD do Chico Buarque... e BANG!...&*@!.




Entre diversas belas canções, uma me chamou a atenção, Pelas Tabelas, de 1984. Uma música que mostra os delírios de uma pessoa esquizofrênica, apaixonada ou que, simplesmente, saiu da caverna do velho Platão.
Essa brincadeira entre uma doença grave, mas plenamente controlável com a nossa avançada psiquiatria, e a minha audição do CD do Chico foi apenas para ilustrar o quanto o preconceito pode fazer com que deixemos de conhecer obras de arte.

Antes pensava em Chico Buarque e visualizava um cantor desafinado e introvertido. Hoje, depois de ouvir com atenção um único álbum, vejo esse mesmo artista como um gênio.
Abaixo a letra da música que inspirou essa coluna. Não deixe de ouvir!
Jogue fora o preconceito. Não faça como esse que vos escreve.


Viver é urgente!
Daniel Ladeira – professorladeira@gmail.com






















sexta-feira, 15 de abril de 2011

Todo trabalhado na crítica social !



Esta é uma coluna de cultura, eu sei. Mas quando arte e a vida são tão ligadas, fica difícil não comentar os fatos que estão na mídia nos últimos tempos. Apologia ao racismo, intolerância com as minorias (se todos somos diferentes, quem pode ser maioria?), atos de violência ao que lhe é diferente e muito sentimento de vingança. Numa sociedade cada vez mais individualista, a empatia e a cordialidade são deixadas de canto e a aspereza é o modo de viver diário. Como procurar entender e respeitar as sutilezas do outro se a vida de todos é recheada de problemas? Nosso tempo é precioso e a educação formal e informal é pouca. Mas a arte está aí para nos entreter e sutilmente levar a reflexão do que acontece ao nosso redor. O exemplo mais próximo foi a estréia da série Macho Man as sextas-feiras na programação da Globo. Apesar da emissora já ter tratado do tema em várias outras oportunidades, aqui ele é tratado com um humor crítico trazendo a tona nossos estereótipos e virando-os do avesso. Todo mundo já ouviu o caso de alguém que era casado ou com fama de namorador e, aparentemente, feliz, mas que do dia pra noite resolveu sair do armário. Beijo, Ricky Martin! Aqui o personagem principal depois de um acidente numa boate vira ex-gay! Brilhante! Como se adaptar com o “normal” se a vida toda foi de luta pelo diferente? Acostumar-se com pequenas sutilezas do mundo hétero como sentar, se vestir, a entonação da voz, as gírias... Mas “é tão cafona”, diria Nelson... Realmente, os homossexuais são mais abertos paras as belezas da vida. E se em Macho Man mostra o conflito de quem trocou um lado pelo outro, Modern Family mostra um casal gay bem resolvido cujos esforços se voltam para serem vistos como “normais” pela sociedade. Os conflitos são os mesmos de qualquer casal: a super proteção ao filho, o dilema de quem deve abrir mão da carreira para ficar em casa, as discussões em família. Mas a graça reside nos momentos em que percebem que é na diferença que eles se tornam especiais. Num dos episódios, Cam e Mitch tentam matricular a filha numa escola de elite e acreditam que sua condição será um ponto negativo na entrevista com a direção. Mas ao descobrirem que a escola valoriza as diferenças, eles mudam de discurso imediatamente mostrando orgulho de serem o que são. Quem sabe a arte e a comédia nos abram a mente para mostrar que é na diferença que nos tornamos próximos e que a intolerância pode apenas ser um lado mais feio do medo e da ignorância, não é verdade? Para refletir mais um pouco, deixo como dica o vídeo feito pelos funcionários gays do Google intitulado “It Gets Better”: www.youtube.com/watch?v=pYLs4NCgvNU. Impossível não se comover com a luta destas pessoas.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

As Flores, A Beleza e a Arte







Olá amigo leitor, Neste último domingo assisti uma apresentação que me emocionou muito. Um grupo de quatro bailarinos profissionais de flamenco, Grupo Luceros, em conjunto do músico Toninho Ferragutti e sua trupe, apresentaram-se no Museu da Casa Brasileira, em um evento gratuito.

Esse encontro ilustrou como a densidade do flamenco pode flertar com a riqueza e leveza da boa música temperada com brasilidade.

Um dia antes, eu havia lido uma passagem bíblica em que Jesus diz que as flores do campo não se preocupam com a roupa que irão vestir e, mesmo assim, Deus lhes dá as mais belas vestimentas.

Em minhas reflexões sobre esse texto, pensei: Se há um Deus que se preocupou em criar algo tão delicado, simples e belo, então a beleza é algo realmente importante para a vida.

Sob uma garoa bem fina, no gramado do lindo museu, observei as lindas flores que adornavam os cabelos das bailarinas.

Foi ali, naquele momento, que me lembrei dos meus pensamentos sobre Deus e as flores do campo. Percebi o quanto a arte é importante para a vida humana.

Vivemos em um mundo com tanta dor, solidão, sofrimento e morte.

Sem a beleza das flores e dos artistas, a vida não teria cor e sabor. Penso que Deus capacitou pessoas com dons artísticos especiais.

São como flores que enfeitam o jardim da vida.

São como flores que não se preocupam com a roupa que irão vestir, mas fazem nossos olhos e nossas almas experimentarem um pouco daquilo que a eternidade, sem a morte, poderá nos proporcionar.

Ao Grupo Luceros, Toninho Ferragutti e músicos, aceitem minhas flores de gratidão.


Viver é urgente!

Daniel Ladeira – professorladeira@gmail.com


OBS1:

Uma das talentosas bailarinas do Grupo Luceros, Ale Kalaf, irá se apresentar no dia 10/abr – 19h no Café Paon, em São Paulo. http://www.cafepaon.com.br/ ou http://www.alekalaf.com.br/ .

Indico!!!


OBS2:

Demais contatos: Grupo Luceros: http://www.luceros.com.br/ Toninho Ferragutti: http://www.blogger.com/www.toninhoferragutti.com.br Museu da Casa Brasileira: www.mcb.org.br

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Mais uma inglesa para lista







Alguns conheceram a Duffy, mas todos conhecem (nem que seja só pelos escândalos) Amy Winehouse. E na onda das cantoras britânicas super talentosas, está Adele flutuando no topo dessa lista. Moça novinha que lançou há pouco seu segundo álbum com apenas vinte e pouquíssimos anos. Seu primeiro álbum, “19”, lançado em 2008, foi um grande sucesso de crítica no mundo todo. O visual setentinha de Adele pode dar uma impressão errada a respeito de suas músicas. Sua obra até tem alguma influência do passado, mas não se pauta somente nisso. As composições são próprias (exceto pelo cover de Bob Dylan, óbvio!) e mostram domínio e maturidade que não condizem com sua condição de estreante. Além de melodias e sonoridades envolventes, raras de se ouvir. Apenas pelo álbum de estréia, a cantora já tinha sido bastante premiada, recebendo em 2008 o prêmio Critics' Choice do BRIT Awards e foi nomeada "artista revelação" pelos criticos da BBC. Também foi na categoria de "Artista Revelação" que ela recebeu o Grammy, além de "Melhor Vocal Pop Feminino" ambos em 2009. Deixando as apresentações de lado, ela parece estar mesmo num momento especial de sua carreira, pois todas as expectativas para o segundo álbum, 21, foram superadas nas últimas semanas. Adele conseguiu registrar alguns marcos históricos na música inglesa: a Official Charts Company anunciou que é a ela primeira artista a alcançar, ainda viva, desde os Beatles em 1964, uma canção e um álbum como número um ao mesmo tempo na Inglaterra. Mais impressionante é que seu “19” era o segundo lugar. Falando do lançamento, seu título se refere à sua idade, assim como o anterior. Quem sabe numa tentativa de registrar sua maturidade e evolução musical com o passar dos anos. Sua interpretação continua linda e sua voz poderosa e irresistível. Suas letras continuam tendo o amor como tema, mas aqui cercada de uma fina ironia. Sua veia mais pop e R&B é mais presente, porém sem fugir a unidade. Aos que estão apaixonados ou que levaram um pé na bunda, essa é a trilha sonora. Agora se você, como eu, tem um coração sensível, não vai parar de ouvir! Para não perder o enfoque transmídia da coluna (hehehe), indico o site da cantora (www.adele.tv/home/). Dá pra ver o primeiro clipe de “21”, “Rolling the Deep”, além de entrevistas onde ela comenta o álbum faixa a faixa. Pra você ter certeza do porquê o trabalho de Adele é tão reconhecido. Nada pode ser tão sinônimo de cool para um artista quanto ser convidado para participar do programa da BBC Later With Jools Holland. Pois bem, ela já foi várias vezes. No You Tube, dá pra ver! Indico “Daydreamer” e “Hometown Glory”. É de chorar.

sexta-feira, 18 de março de 2011

5 FILMES ROCK’N’ROLL




Essa lista vai ser polêmica!
Para esta seleção, excluí os documentários e os filmes com banda. Vão me cobrar como pude deixar de fora, “A Hard Day As Night”, mas aqui o universo é outro.
Roteiros, atores que cantam (mas não são cantores) e outros que nem deveriam tentar, cenários para reproduzir shows e figurantes como fãs histéricos. Entrou no clima? Então, larga a guitarra e vem comigo!

5. A FERA DO ROCK (Great Balls of Fire, 1989)
Clássico que passava na Sessão da Tarde quando eu ainda era uma pré-adolescente. Esse filme conta a história do pioneiro do rock Jerry Lee Lewis que teve uma carreira meteórica e cheia de escândalos, como ao casar-se com sua prima de 13 anos. Dennis Quaid que interpreta o músico é o destaque do filme. Aliás, na época o ator parecia que ia emplacar uma grande carreira, mas não teve grandes papéis depois desse.

4. ESCOLA DO ROCK (School of Rock, 2003)
Nem só de dramalhões e música vive essa lista.
Após ser expulso de sua banda, um roqueiro desempregado arruma um bico como professor substituto numa escola e monta outra com seus alunos. O uso adequado de caretas, poses e mais artimanhas durante a performance, a história e a importância dos clássicos do rock são algumas das lições que o filme ensina.
Pra rir e cantar junto!

3. THE DOORS (Idem, 1991)
Clássico do Oliver Stone. Traz o Val Kilmer em seu melhor papel. A semelhança não se limita ao físico e explora o vozerão do ator nas cenas de show. Brilhante!
Psicodelismo e muitas drogas contam a história do maior roqueiro-poeta que o mundo já viu. A trajetória do The Doors e a conturbada relação de Jim com sua esposa, Pamela (Meg Ryan), também estão lá.Se puder, ouça a trilha do filme. Arrasadora.

2. THE COMMITMENTS – LOUCOS PELA FAMA (The Commitments, 1991)
Aqui é a minha licença poética, pois apesar de o filme trazer uma banda soul, as relações pessoais, as brigas, os egos inflados são todos características do mundo rock’n’roll.
E eu te pergunto: como um filme que fala de uma banda de soul feita pelos branquelos de Dublin sem nenhum ator de renome conseguiu fazer tanto alvoroço? Fácil, pela direção muito bem conduzida de Alan Parker, o roteiro baseado em história real e o talento gigante dos atores.
A história é clássica. Banda que não tinha nenhuma perspectiva ganha fama, seu frontman fica se achando e todo mundo briga. Todos os estereótipos do rock estão lá: a gostosa, o feio-charmoso, o arrogante. Tudo isso compõe um dos melhores filmes de musica já feitos.
Uma réplica da banda andava fazendo shows por aí com o mesmo nome... Eram um ou dois músicos originais e o restante contratado. Não tem o mesmo encanto. Vá ouvir o CD da trilha sonora que você ganha mais. Só clássicos da soul music! E o que é a voz do vocalista??

1. QUASE FAMOSOS (Almost Famous, 2000)
Quem nunca quis ter ou ser Penny Lane?
História real do diretor deste longa, Cameron Crowe. Adolescente de 15 anos muito do sabido faz bico como jornalista da Rolling Stone e cai na estrada acompanhando a turnê de uma famosa banda americana da década de 70. Mas o destaque do filme é a personagem da Kate Hudson, Penny Lane, que vive e respira como a musa inspiradora do guitarrista e líder do Stillwater.
Este é um grande filme de rock, mas não é só isso. Ele fala de amor, de seguir sonhos, de descobertas, mas também traz críticas ao mundo do rock e à sociedade americana.
Se eu pudesse dar só uma dica seria: assista “Quase Famosos” e esqueça o filtro solar!

sexta-feira, 11 de março de 2011

AOS LEITORES FRENÉTICOS







Uma das grandes questões que atormentam os leitores é: qual é o próximo da fila? Como escolher um título num mar de lançamentos? Pois para esse e outros usos hoje vou indicar alguns links que podem ser úteis aos que emendam um livro no outro.

Você conhece o Skoob (http://www.skoob.com.br/)? Não? Então, saia do Facebook e vá conhecer uma rede social onde só se fala de um assunto: literatura. Não é preciso convite, nem RSVP, nem outras frescuras. Acessou, cadastrou, já pode usar. Encontre seus amigos, envie convites aos que ainda não estão por lá e monte sua estante virtual (difícil lembrar-se de todas as leituras!). Lá você pode dar notas, escrever críticas, comentários e tem até fóruns de discussão! Acompanhe ainda as atualizações dos seus amigos... Quem está lendo o quê, quem abandonou qual livro (daí rola perguntar porquê e evitar um livro ruim). Tem tanta informação bacana que dá pra se perder.

Existem também vários portais e sites dedicados a literatura. Lançamentos, críticas, colunas, entrevistas, blogs, novos autores... As possibilidades são infinitas. Aos rebeldes, fãs da literatura mais “suja”, digamos assim, sugiro o Vaca Tussa (http://www.vacatussa.com/). Este site traz todo o conteúdo literário, porém numa linguagem jovem, bem acessível. Indico a coluna Umbigocêntrico. Demais.

Para um conteúdo mais didático ou apenas para conhecer melhor a literatura de língua portuguesa, vá ao Literatura On Line (http://www.lol.pro.br/). Cada página tem o nome de um autor clássico e conteúdo diferenciado como aulas sobre escolas literárias e agenda cultural. Indico ainda o Portal Literal (http://portalliteral.terra.com.br/) que além dos textos ainda conta com uma TV e rádio de mesmo conteúdo. Mais importante, o Portal Literal traz também a página oficial de alguns autores nacionais. Na página do Ferreira Gullar tem e-poemas!

A internet é cheia de conteúdo bacana aos leitores e existem diversos sites como os que citei por aqui, mas me limitei a colocar as minhas fontes de pesquisa e onde busco novos títulos para agregar e estudar. Sem esquecer que as páginas dos próprios autores também são fontes de muita informação bacana, cabe procurar.

Fica aqui o meu lamento... Bem que os autores poderiam aderir mais a internet, não é? Já pensou se o João Ubaldo Ribeiro aderisse ao Twitter? E o Analista de Bagé? Muitas risadas, follows e RTs na certa!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Ronaldo não parou. Elvis morreu. McCartney is dead.






Olá amigo leitor,

Nestas últimas semanas assistimos ao nascimento de um mito. Uma aposentadoria que conseguiu levantar mais uma lenda na história da arte. Bom, pelo menos pra mim, futebol é como o ballet e, o Ronaldo, é um grande solista da Bolshoi.
Ao pensar em “mito”, me lembrei de um rei, não de um rei gago tentando se comunicar com seu povo, nem de um rei com suposta perna de pau, mas do rei do rock, Elvis. Até hoje uma corrente grande de fãs acredita que essa morte, em ago/77, não existiu. O peso dos compromissos e uma possível perseguição da máfia seriam os motivos dessa farsa. Um antecessor do Belchior?!? Simplesmente mito.
Vou falar de outro mito, que, como nosso bailarino pançudo dos gramados, ainda vive: Sir Paul McCartney.
Vivo??? Quem consegue provar???? Uma lenda ronda a “vida” deste Beatle.
Muitos acreditam que em novembro de 1966 um acidente de carro teria dado um fim na vida de um dos mais influentes artistas da cultura pop ocidental contemporânea. Sim, de acordo com uma vertente grande de discípulos, por motivos capitalistas os empresários não divulgaram a tragédia e um sósia ocupou sua posição.
Como dizem os conhecedores deste assunto, uma série de pistas foram deixadas em músicas e capas de LPs. Vale a pena conhecer um pouco mais desta história! Seria um clone ou um sósia aquele baixista canhoto que tocou em 2010 no Morumbi? Simplesmente mito.
Um mito aposentado. Um mito que morreu, mas dizem que não morreu. Um mito que não morreu, mas dizem que morreu. Como é complexa essa história de mitos!
Dedico essa coluna ao artista Ronaldo. Ele que, com sua arte, nos fez sorrir, sofrer, gritar, nos abraçar e chorar... Aventura, Suspense, Superação, Tensão, Tesão exótico, Drama e Comédia... Não é um artista? Simplesmente mito.

Viver é urgente!
professorladeira@gmail.com

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Enquanto a festa não chega









Chegou. Domingo à noite estaremos eu e você fazendo a mesma coisa: assistindo a 83º premiação de entrega do Oscar.

Todo ano a gente faz do mesmo jeito, assiste meia dúzia de filmes indicados, escolhemos nossos favoritos e ficamos na torcida. Se o nosso escolhido é eleito o melhor, vibramos; se não o é, maldizemos a academia e todos os indicados jurando nunca mais assistir a essa premiação elitista, conservadora, americanizada e tudo mais... Até o próximo Oscar.

Mais um ano em que não teremos representantes nacionais entre os indicados. “Lixo Extraordinário” mostra o trabalho do artista plástico brasileiro Vik Muniz, mas a maior parte da produção do documentário é inglesa. Então, ele é nosso, mas não é, entende?

A lista de indicados dá indícios dos preferidos da academia: “O Discurso do Rei” que lidera a lista com 12 indicações, tem grandes chances de levar o principal prêmio da noite, melhor filme, e também o de melhor ator para Colin Firth. Talvez sobre uma “rebarbinha” para Geoffrey Rush também indicado por este filme na categoria de coadjuvante.

Ainda nos favoritos, consta o faroeste dos irmãos Cohen, Bravura Indômita. Aliás, o povo que traduz estes títulos é de amargar, né? O que seria uma bravura indômita? Cheque o dicionário antes de ir ao cinema.

Para ver a lista completa dos indicados, vá direto à fonte: http://www.oscars.org/awards/academyawards/83/nominees.html e monte já o bolão com seus amigos. Para ter aquela forcinha na hora de apostar, consulte o Google Oscar Trends, http://oscartrends.appspot.com/#/Best%20Actor. Esta página cheia de gráficos mostra a quantas anda a popularidade de cada um dos indicados. Segundo um estudo do próprio Google, quanto mais procurado é aquele nome nas últimas semanas da premiação, maiores são as chances de ganhar a estatueta. Confira! Se não for verdade, é um belo passatempo...

Se ainda assim, sua gana de devorador de filmes não saciar, não tem problema. Aqui nesse link, http://testeparavoce.br.msn.com/entretenimento/Oscar2011/Start.aspx, você pode descobrir se está mais para Michelle Williams ou mais pra Annette Bening. É o teste “Qual atriz indicada ao Oscar 2011 você seria?”. Sem querer me gabar, mas o meu teste deu Natalie Portman... hehehe

E, for last but not least, segue “O Jogo dos Ganhadores do Oscar” com os premiados dos outros anos, http://ultimosegundo.ig.com.br/oscar/o+jogo+dos+ganhadores+do+oscar/n1238030936165.html. É bem divertido! Eu não consegui terminar, mas vai lá que você consegue.

Ah! Não se esqueça! Aqui no Curtinhass você também pode ler a crítica de alguns dos filmes indicados. clique aqui

É aí? Quem vai ganhar o prêmio de Melhor Mixagem de Som? Hein?!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A anatomia de uma dor. Um luto em observação




Há alguns dias eu estava conversando com alunos sobre o conceito de ciclo de vida de um produto. Abordando questões básicas de marketing expliquei as fases deste ciclo. Comecei com o planejamento, fui para o lançamento, crescimento, passei pela maturidade e cheguei no declínio. Ao falar deste último estágio, trocamos figurinhas de alguns cases que retratavam a “morte” de um produto ou serviço. Senti nesse momento, uma carinha de desconforto ao tocar nesta palavra.
Isso me tocou e, de certa maneira, me lembrei como a sociedade, em diferentes épocas e culturas, encarava (e encara) a “morte” de maneira tão diferenciada. A sociedade da antiga Mesopotâmia, enterrava os mortos de modo muito escrupuloso. Objetos de uso pessoal, valores e comidas estavam presentes junto com o corpo no ritual de sepultamento. Já na sociedade Hindu, para livrar o morto dos pecados, era praticada a incineração crematória e, para acabar com qualquer restinho, as cinzas eram lançadas ao vento ou no rio. A sociedade Grega também cremava os corpos, mas diferente dos Hindus, guardava cuidadosamente as cinzas em respeito e em memória daquele que batera as botas.
Cada pessoa até hoje lida com a morte de maneira muito particular. Aspectos religiosos e culturais são grandes responsáveis por essas reações quanto ao maior mistério da arte de estar vivo.
Com C.S.Lewis, renomado professor e escritor, autor de mais de 40 livros e mais de 200 milhões de cópias vendidas, não foi diferente. Perdeu sua amada esposa e em um ato de profundo sentimento de indignação, revolta e fragilidade escreveu um diário sobre o seu próprio luto.
Lewis um homem cristão, a frente de seu tempo, sem dúvida um dos maiores intelectuais do século XX. Em seu livro, “A anatomia de uma dor. Um luto em observação.”, mostra o seu lado sombrio e amargurado. Abre totalmente para o leitor os seus sentimentos e questionamentos mais íntimos. Questiona e briga com Deus, revolta-se, chora, rasga a fé.... Um livro pequeno, mas muito intenso.

Indico de olhos fechados.

Viver é urgente!

professorladeira@gmail.com


“Deus certamente não estava fazendo uma experiência com minha fé nem com meu amor para provar sua qualidade. Ele já os conhecia muito bem. Eu é que não. Nesse julgamento, ele nos faz ocupar o banco dos réus, o banco das testemunhas e o assento do juiz de uma só vez. Ele sempre soube que meu templo era um castelo de cartas. A única forma de fazer-me compreender o fato foi colocá-lo abaixo.”

Autor: C.S. Lewis
Título: A anatomia de uma dor. Um luto em observação.
Editora: Vida



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Tim Maia: em livro, cinema e música







Tim Maia: em livro, cinema e música

“O segredo do meu sucesso é o equilíbrio: metade das minhas músicas são esquenta-sovaco e a outra metade é mela-cueca.”

Quando foi lançada em 2007, a biografia “Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia” já era aguardada por fãs e curiosos da cultura brasileira. Afinal, a fama de Sebastião Rodrigues Maia sempre foi de exageros: nas brigas, nos amores, no consumo de drogas e, principalmente, na genialidade das canções.
Um ótimo livro com passagens memoráveis que narram a infância no bairro humilde, sua viagem aos Estados Unidos, sua juventude ao lado de Jorge Ben, Roberto e Erasmo que nos mostra que sua história se confunde com a da música brasileira. São mais de trezentas páginas para se ler numa “sentada só”.
E, agora, para alcançar um público ainda maior, esta história vai chegar às telas de cinema. Isso mesmo! Vem aí a cinebiografia de Tim Maia.
O filme será dirigido por Mauro Lima (roteirista de Meu Nome Não é Johnny) e o roteiro, que já teve seu primeiro tratamento, é de Antônia Pellegrino (Bruna Surfistinha). De acordo com o site Omelete, as gravações estão previstas para julho e o lançamento do filme para 2012.
Por enquanto, os únicos papéis definidos são o de Tim interpretado por Duani (multi-instrumentista e ex-vocalista da banda Forroçacana) e sua esposa, papel de Alice Braga, já confirmada no longa.
O roteiro vai tratar basicamente de três fases da vida do soulman brasileiro: o início da carreira e a sua relação conturbada com os reis da jovem guarda, o período em que morou no exterior e fase “Racional”.
Quando Tim conheceu o livro “Universo em Desencanto”, livro sagrado da seita mística Cultura Racional, ele parou com o consumo de entorpecentes e mudou radicalmente de estilo de vida. Para muitos, foi o período mais louco e genial tendo produzido dois dos melhores discos de sua carreira. Tim Maia Racional Volume 1 e 2 traz clássicos como “Imunização Racional (Que Beleza)”, “O Caminho do Bem”, “Guiné Bissau, Moçambique e Angola Racional” e “Bom Senso”
Até lá, leia o livro, ouça os discos. É diversão garantida!

“Fiz uma dieta rigorosa, cortei álcool, gorduras e açúcar. Em duas semanas perdi 14 dias.”


Eu Recomendo:
“Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia”
Nelson Motta
Editora Objetiva

Tim Maia Racional – Vol. 1 e 2
Trama

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

The Joshua Tree: A dor, a melancolia, a espiritualidade – Contemple inteiro na solitude da alma!






Hoje não quero entrar no debate das questões éticas e artísticas que envolvem o compartilhamento de arquivos via Internet, em especial de músicas. Há alguns meses vi uma “briga” entre a cantora inglesa Lily Allen, que critica o compartilhamento, e artistas como Ed O´Brien, do Radiohead, que praticam a troca de músicas na rede.
O assunto ainda fervilha.
O ponto que me chama a atenção nesta historia é o esquecimento do conceito artístico de “álbum musical”, por grande parte dos adeptos de novas tecnologias.


É difícil imaginar um jovem da geração Y, dedicar tempo para apreciar um álbum completo, observando e sentindo quais as intenções e qual o estado de espírito do artista na concepção da obra.
Sei que na maioria dos álbuns há a mão precisa, ou intrometida (risos), de produtores e profissionais com olhar mercantilista.
Isso para mim, não importa!
Sempre gostei de sentir e procurar entender as razões pelas quais determinadas músicas foram escolhidas para o lado A, outras para o lado B, ou simplesmente nem entram na obra comercial.
Eu me emociono quando tenho a oportunidade de ouvir novamente, inteirinho, o álbum “The Joshua Tree” do U2. Em cada faixa a obra é capaz de levar o ouvinte a uma paisagem, deslocando-o do tempo e contexto. A dor, a melancolia, a espiritualidade estão presentes e delineadas não em uma música, mas em seu conjunto.
Há alguns anos, quando meus avós ainda eram vivos, costumava passar férias com eles em Caraguatatuba, litoral norte do estado de São Paulo. Gostava muito de caminhar sozinho na areia da praia, com o meu walkman (depois virou diskman), ouvindo esse álbum.
Sei que, mesmo molhando os pés na água do mar, as canções me levavam a locais diferentes. E o álbum tecia em minha alma a minha história, isso eu só consigo ver hoje. Algo íntimo, na solitude da alma. Dedicar tempo para apreciar uma obra musical é um investimento único. É a escolha da trilha sonora que compõe a nossa vida.

Para quem ainda não conhece, ou não teve a experiência de contemplar canção por canção, indico!
Banda: U2
Álbum: The Joshua Tree (1987)
1- Where the Streets Have No Name 2- I Still Haven't Found What I'm Looking For 3- With or Without You 4- Bullet the Blue Sky 5- Running to Stand Still 6- Red Hill Mining Town 7- In God's Country 8- Trip Through Your Wires 9- One Tree Hill 10- Exit 11- Mothers of the Disappeared

Viver é urgente!
Grande Abraço,
Daniel Ladeira – professorladeira@gmail.com

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Pra ver e comer: os melhores filmes de comida







Olá, esta semana vou falar de duas coisas que amo: comida e filme. E este é o meu top cinco dos filmes que eu peço repeteco, um que me dá azia e outros que eu ainda vou provar! Os filmes foram classificados de acordo com a quantidade de cenas apetitosas que tem. Quanto mais água na boca, mas alta a posição do filme.

5º Estômago

O único nacional da lista. Aqui ele chega em quinto lugar, mas em qualquer outra lista seria o primeiro. Ótimo argumento, grandes atuações (destaque para a Fabiula Nascimento no papel da prostituta comilona) e um final muito surpreendente. O filme acaba e fica a vontade de experimentar a coxinha do Nonato.



4º Ratatouille
Se não fosse uma animação, certamente deixaria com mais água na boca. Porém o filme, mais para o público adulto do que infantil, não faz feio e mostra os bastidores de um decadente restaurante e seu mais novo funcionário. Ou novos funcionários. O filme fala de sonhos, perseverança e, claro, da receita do ratatouille. Prato da cozinha popular francesa que tem basicamente berinjelas e tomates e no filme é feito pelo fofo ratinho Remy.

3º Chocolate
É o paraíso: quilos e quilos de chocolate em todas as formas e o Johnny Depp vestido de cigano... Que maravilha!
Eu sei que um dia ainda vão desenvolver o ramo da medicina onde todas as doenças serão curadas com doses diárias de chocolate, do jeitinho que a Juliette Binoche faz no filme. Baba, baby!


2º Sem Reservas
O filme é mais ou menos. Com diálogos fracos e final previsível, só mesmo a fofa da Abigail Breslin (Pequena Miss Sunshine) pra dar algum carisma à película. Mas não tente resistir ao desfile dos lindos e apetitosos pratos que ilustram todo o decorrer do filme.
Destaque para o spaghetti que o Eckhart prepara pra Abigail, é de lamber a tela...


1º Julie & Julia
Só a pipoca não vai aplacar toda a fome que esse filme vai despertar... Os clássicos da culinária francesa vão desfilar na sua tv muito bem acompanhados da musa Meryl Streep e da adorável Amy Adams. Além dos suculentos pratos, aqui também dá pra curtir os preparativos: cozinhando lagosta, costurando aves e o muito treino para picar cebola. E para melhorar o que já é ótimo, argumento, texto, elenco e direção de arte são impecáveis. Tem que ver!

Faltam provar:
· Comilança com Marcello Mastroianni e o dinamarquês A Festa de Babette.
· Nem tomando sal de frutas:
· O Sabor da Paixão
· Péssimo filme com personagens caricatos e roteiro previsível. Nem a Penélope Cruz salva!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Há limite para a arte?




Há limite para a arte?
Foi essa a questão com a qual me deparei quando conheci o trabalho de alguns artistas que, mesmo diante de limitações brutais, conseguem expressar e transmitir as sensações e sentimentos da alma.
A foto ao lado foi feita por Alison Bartlett, uma fotógrafa cega. Sua deficiência foi responsável pelo desenvolvimento de uma audição extremamente aguçada e uma sensibilidade para, a partir do som da batida das asas de um pássaro, registrar o momento exato. Confesso que jamais pensei neste tipo de possibilidade artística.

Essa ideia me remeteu a historia de um dos maiores compositores, Ludwig van Beethoven. “Era-me impossível dizer às pessoas: ‘Fale mais alto, grite, porque sou surdo’. Como eu podia confessar uma deficiência do sentido que em mim deveria ser mais perfeito que nos outros, um sentido que eu antes possuía na mais alta perfeição?”, escreveu em uma carta aos seus irmãos.
Imagine, caro leitor, que Beethoven começou o processo de surdez aos 30 anos e aos 46 já estava totalmente impossibilitado de ouvir. Mesmo assim, na completa escuridão sonora, compôs 44 obras musicais. A deficiência tornou o artista deprimido, mas também mais profundo, contemplativo e introspectivo. Aproveito para indicar o filme “O Segredo de Beethoven” (foto ao lado), que, embora aborde de maneira ficcional o último ano do artista, conseguirá lhe emocionar.
Mas não só os artistas conseguem driblar as limitações, apreciadores de arte também. Na Alemanha a exposição, “Sentir Contornos”, traz aos deficientes visuais a possibilidade do reconhecimento de obras de arte. A mostra traz peças feitas em materiais especiais, que criam superfícies que variam entre macias, duras, grossas e finas. Assim, a obra pode ser tocada e o deficiente consegue sentir as texturas, o calor e o frio. Cores fortes como o vermelho, laranja, azul e verde, também fazem parte nas esculturas em aço. Logo, aqueles com algum tipo de sensibilidade a tons luminosos, conseguem visualizar parcialmente.

E você, já sentiu vontade de se expressar artisticamente?
Sentiu em sua alma vontade de colorir o mundo com suas emoções?
Lembre-se, não há limites para a arte!

Abraços e até a próxima.
professorladeira@gmail.com

Notas
Para saber mais sobre o filme “O Segredo de Beethoven” :
http://www.adorocinema.com/filmes/segredo-de-beethoven/

Para saber mais sobre fotos de deficientes visuais :
http://www.blogpaedia.com.br/2009/01/arte-dos-fotgrafos-cegos-prova-que-cego.html e http://www.fotografocego.com.br

Para saber mais sobre a exposição “Sentir Contornos”:
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,445603,00.html

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Coluna A arte e os arteiros







Olá leitor,

Bem vindo à nossa coluna “A arte e os arteiros”!

Será um prazer compartilhar com vocês nossas experiências no mundo das artes. A idéia deste espaço é expor nossa visão, sentimentos e opiniões relacionadas a qualquer tipo de manifestação artística que tenhamos contato. Não pretendemos, e nem temos competência suficiente, de analisar criticamente essas obras. Somos apenas arteiros falando de arte!

Meu nome é Daniel Ladeira, serei um dos colunistas deste espaço. Sou paulistano, jornalista, mestre em comunicação, casado e amo arte!
Durante cinco anos fui guitarrista base de uma banda de rock. Quando me perguntam sobre o meu paladar musical, respondo que sou como um cão vadio no meio da rua. Gosto de tudo: de Ludwig ao Chimbinha, de Mano Brown ao Moska, de Lenine ao Jamie Cullum, de Norah Jones ao Cartola, de Beatles ao U2. Quando me perguntam da sétima arte, me lembro de “A Festa de Babette”, do “Incrível Exército de Brancaleone” e também do blockbuster “ Tropa de elite 2”. Quando me perguntam de dança, amo contemporânea, ballet e flamenco. Quando me perguntam de literatura sou fã do C.S. Lewis, Jostein Gaarder, Carlos Heitor Cony, entre outros...
Como hoje investimos tempo em nossa apresentação, serei breve ao comentar sobre a minha última leitura, O Castelo nos Pirineus, de Jostein Gaarder (autor de O Mundo de Sofia).
Acabei de ler na última semana e, confesso, com lágrimas nos olhos. Para ser bem sincero, quase abortei a leitura no meio, mas descobri que o livro guardava uma série de surpresas emocionantes que tocaram fundo a minha alma.
A história se passa na Noruega, onde reside o autor, e relata a vida de Steinn e Solrunn, ex-namorados que se reencontram por “acaso” e passam a trocar e-mails depois de 30 anos.
Steinn é a ciência em pessoa, um homem extremamente racional. Ela, Solrunn, é uma pessoa mais aberta para questões místicas e espíritas. Visões antagônicas que norteiam toda a obra.
A troca de mensagens entre eles é pautada em um grande mistério que eles viveram no fim do relacionamento e discussões filosóficas e teológicas sobre a vida. Confesso que os debates e a narrativa descritiva são um pouco cansativas, por isso cogitei o aborto. No entanto, o final do livro revela reviravoltas sensacionais, capazes de emocionar o leitor. Indico.

Agora vou passar o bastão para mais uma “arteira”, a nossa colunista Tati Jantchc.

Eu sou a Tatiana e, semana sim, semana não estarei por aqui dividindo com vocês um pouco das ideias que guardo comigo. Gosto de Beatles, Fernando Meirelles e até do Paulo Coelho! Sou radialista de formação e curiosa de nascimento (sou de gêmeos, já viu né?). Vou falar do que vejo, leio, ouço e sinto. Será uma viagem!

Pra começar, meu assunto preferido: literatura! Estou lendo um livro de ficção científica do visionário Isaac Asimov, Os Próprios Deuses. O Asimov tem uma literatura bastante visual e por conta disso, acredito que já conheça um pouco do seu trabalho. Os filmes O Homem Bicentenário (1999) e Eu, Robô (2004) foram baseados em sua obra.
O livro conta a história de uma “Bomba de Elétrons Entre Universos” que gera energia limpa e barata para todo o planeta (dá pra ser mais atual?), tornando seu criador um ícone benfeitor mundial. Porém quando um jovem cientista resolve escrever a história dessa invenção descobre que as coisas não são tão indefectíveis assim. Conceitos de física e mistério nesse romance interplanetário. Pra quem não tem medo do E.T.

Já sabe, toda sexta-feira aqui no Curtinhas tem A Arte e os Arteiros.
Até a próxima semana!