
Há limite para a arte?
Foi essa a questão com a qual me deparei quando conheci o trabalho de alguns artistas que, mesmo diante de limitações brutais, conseguem expressar e transmitir as sensações e sentimentos da alma.
A foto ao lado foi feita por Alison Bartlett, uma fotógrafa cega. Sua deficiência foi responsável pelo desenvolvimento de uma audição extremamente aguçada e uma sensibilidade para, a partir do som da batida das asas de um pássaro, registrar o momento exato. Confesso que jamais pensei neste tipo de possibilidade artística.
Foi essa a questão com a qual me deparei quando conheci o trabalho de alguns artistas que, mesmo diante de limitações brutais, conseguem expressar e transmitir as sensações e sentimentos da alma.
A foto ao lado foi feita por Alison Bartlett, uma fotógrafa cega. Sua deficiência foi responsável pelo desenvolvimento de uma audição extremamente aguçada e uma sensibilidade para, a partir do som da batida das asas de um pássaro, registrar o momento exato. Confesso que jamais pensei neste tipo de possibilidade artística.
Essa ideia me remeteu a historia de um dos maiores compositores, Ludwig van Beethoven. “Era-me impossível dizer às pessoas: ‘Fale mais alto, grite, porque sou surdo’. Como eu podia confessar uma deficiência do sentido que em mim deveria ser mais perfeito que nos outros, um sentido que eu antes possuía na mais alta perfeição?”, escreveu em uma carta aos seus irmãos.
Imagine, caro leitor, que Beethoven começou o processo de surdez aos 30 anos e aos 46 já estava totalmente impossibilitado de ouvir. Mesmo assim, na completa escuridão sonora, compôs 44 obras musicais. A deficiência tornou o artista deprimido, mas também mais profundo, contemplativo e introspectivo. Aproveito para indicar o filme “O Segredo de Beethoven” (foto ao lado), que, embora aborde de maneira ficcional o último ano do artista, conseguirá lhe emocionar.
Imagine, caro leitor, que Beethoven começou o processo de surdez aos 30 anos e aos 46 já estava totalmente impossibilitado de ouvir. Mesmo assim, na completa escuridão sonora, compôs 44 obras musicais. A deficiência tornou o artista deprimido, mas também mais profundo, contemplativo e introspectivo. Aproveito para indicar o filme “O Segredo de Beethoven” (foto ao lado), que, embora aborde de maneira ficcional o último ano do artista, conseguirá lhe emocionar. Mas não só os artistas conseguem driblar as limitações, apreciadores de arte também. Na Alemanha a exposição, “Sentir Contornos”, traz aos deficientes visuais a possibilidade do reconhecimento de obras de arte. A mostra traz peças feitas em materiais especiais, que criam superfícies que variam entre macias, duras, grossas e finas. Assim, a obra pode ser tocada e o deficiente consegue sentir as texturas, o calor e o frio. Cores fortes como o vermelho, laranja, azul e verde, também fazem parte nas esculturas em aço. Logo, aqueles com algum tipo de sensibilidade a tons luminosos, conseguem visualizar parcialmente.
E você, já sentiu vontade de se expressar artisticamente?
Sentiu em sua alma vontade de colorir o mundo com suas emoções?
Lembre-se, não há limites para a arte!
Abraços e até a próxima.
professorladeira@gmail.com
Notas
Para saber mais sobre o filme “O Segredo de Beethoven” : http://www.adorocinema.com/filmes/segredo-de-beethoven/
Para saber mais sobre fotos de deficientes visuais : http://www.blogpaedia.com.br/2009/01/arte-dos-fotgrafos-cegos-prova-que-cego.html e http://www.fotografocego.com.br
Para saber mais sobre a exposição “Sentir Contornos”:
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,445603,00.html
E você, já sentiu vontade de se expressar artisticamente?
Sentiu em sua alma vontade de colorir o mundo com suas emoções?
Lembre-se, não há limites para a arte!
Abraços e até a próxima.
professorladeira@gmail.com
Notas
Para saber mais sobre o filme “O Segredo de Beethoven” : http://www.adorocinema.com/filmes/segredo-de-beethoven/
Para saber mais sobre fotos de deficientes visuais : http://www.blogpaedia.com.br/2009/01/arte-dos-fotgrafos-cegos-prova-que-cego.html e http://www.fotografocego.com.br
Para saber mais sobre a exposição “Sentir Contornos”:
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,445603,00.html
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