

Hoje tinha planejado escrever sobre outro assunto, mas, diante dos últimos acontecimentos provocados pelas chuvas no Rio de Janeiro não tive como evitar, pois, todas ás vezes em que ligo a TV ou abro o jornal as manchetes sobre essa terrível tragédia estão lá.
Não tenho intenção de discutir aqui quem são os culpados, se a ocupação indiscriminada das áreas no entorno dos rios e montanhas ou a falta de regulamentação e controle dos governos que permitem construções nessas regiões. Agora que essa tragédia anunciada aconteceu fico imaginando como essas pessoas que perderam casa, parentes, amigos, vão continuar suas vidas, como acordar e ver que tudo é real e não apenas um pesadelo.
Quando uma catástrofe como esta acontece todos somos obrigados a aceitar a nossa condição humana, a nossa fragilidade diante de situações que não temos controle. Somente após esta constatação é possível buscar a superação e seguir em frente.
Me lembro de quando era criança e minha avó morava em uma região que sofria com enchentes. Os moradores construíam barragens na porta de casa para tentar evitar a entrada da água, mas um dia nada disso adiantou e água entrou na casa dela, a sala que tinha um piso de madeira que brilhava muito, ficou cheia de água. Todos os parentes e amigos inclusive as crianças se uniram com baldes e panelas para tirar a água da casa. Manifestações de solidariedade que ficaram na minha memória.
Para o psiquiatra José Toufic Thomé em entrevista ao Jornal Hoje do dia 13/01/2011, (clique aqui e veja a íntegra da entrevista) a solidariedade é uma forma das pessoas combaterem a própria impotência diante dos infortúnios, já que não foram atingidas diretamente por eles, e faz parte da natureza humana.
Acredito que esse seja o caminho, doloroso para todos, é verdade, mas sabendo que podemos contar uns com os outros fica mais fácil a tarefa de recomeçar.
Até a próxima!
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