quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

"Sansão e Dalila" estreia e não mostra nenhuma novidade







Ontem foi a estreia da minissérie “Sansão e Dalila”, da TV Record, segundo algumas publicações é a mais cara minissérie já produzida no Brasil, a coluna do Flávio Ricco publicou que cada capitulo teve um investimento de 800 mil reais. Quase 500 mil dólares cada. Seriam 16 capítulos, mas de olho na verba publicitária a Record resolveu esticar para 18, ou seja mais de R$ 12 milhões de custo final.


Com tanto investimento logo provocou em muitos a curiosidade e um certo alvoroço da mídia para ver o primeiro capitulo, e eu não seria uma exceção.


Logo percebe-se onde foi gasto tanto investimento, a minissérie apresentou locações incríveis que foram rodados em 4 estados: Minas, Ceará, Rio Grande do Norte e o Rio de Janeiro, cenários gigantescos, grande elenco de figurantes, figurinos muito bem feitos e com já disse imagens de tirar o fôlego.


Mas nem tudo é uma maravilha, faltou a preocupação com pequenos detalhes, como capacete de um soldado filisteu que até brilhava de tão novo, as roupas do elenco principal estavam impecavelmente limpas, faltou um envelhecimento de todo o figurino, outro ponto importante o rosto sempre limpo dos atores, imagine viver naquela época em uma região escaldante com o sol a todo pico e nenhuma gota de suor aparecer?
Quem assistiu “Grandes Sertões Veredas” sabe a que me refiro, até hoje lembro do suor na face de Tony Ramos e Bruna Lombardi que ainda tinham aquelas unhas gastas e sujas.


Sim a historia é bíblica, mas achei muito carregado na interpretação dos atores quando se referiam a Deus, em muitas falas como “minha fé” , ou ainda “vivo minha fé”, “Deus está com você” parecia algo decorado e não se encaixava com o momento da história.

Ainda por cima o Sansão (Fernando Pavão/foto) é demasiadamente “mulherengo”e em muitos momentos ficou longe de ser o escolhido por Deus e ter uma missão divina de acabar com o sofrimento de todo o povo Hebreu, ficou boa parte apenas se exibindo para quase todo o elenco feminino.
Por sua vez Dalila (Mel Lisboa/foto) é apresentada como uma mulher de beleza impar e inigualável, faltou bom senso, a atriz é linda , mas na minissérie não tem esse visual e muito menos tá sobrando tanto assim.

Pretendo não acompanhar pelo simples fato da produção ter escolhido o caminho mais simples para contar uma historia que eu já sei o final. Não surpreendeu, não inovou, deixou a desejar.
A propósito segundo a coluna da Kogut a minissérie marcou 12 pontos, ficando na vice-liderança, a Globo marcou 28 pontos com o filme “Divã”.

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