
Estreou nos cinemas brasileiros há quase uma semana o blockbuster Lua Nova, que é a continuação de outro sucesso Crepúsculo que por sua vez fazem parte da obra da escritora Stephenie Meyer, composta ainda por mais 2 livros, Eclipse e Amanhecer. O amor adolescente de uma jovem por um vampiro de 109 anos e as infinitas possibilidades desse amor de não dar certo, é a linha condutora do filme e do livro. O filme Lua Nova acentua ainda mais a febre vampiresca que cresceu muito nos últimos anos, basta você entrar em uma livraria que irá encontrar uma infinidade de títulos a respeito, sem mencionar as séries que invadiram a TV e ganharam milhares de fãs no mundo inteiro como True Blood e Diário do Vampiro, mas isso é assunto para outro comentário, quero falar sobre o filme. A vida de um cineasta que tem que adaptar um livro de sucesso para a tela grande não é nada fácil, afinal já serão milhares ou milhões de pessoas que irão assistir ao filme logo na sua estreia, sem falar de todo o marketing e promoção que cerca essas produções multiplicando o número de pessoas disputando o primeiro lugar na fila dos cinemas, por se sentirem impulsionadas por uma avalanche de anúncios e comentários, aliado a tudo isso o cineasta ainda tem que confrontar com algo irrevogável, livros sempre são melhores, do que os filmes, simplesmente por que mexem com seu imaginário, fazendo você idealizar seus personagens, cenários e lugares. Todo esse imaginário se torna imbatível quando comparamos o livro com o filme, afinal temos a propensão de gostar mais das nossas criações. Agora vamos ao filme, o segundo filme se baseia em um lado mais emocional e dramático afinal Isabella Swam que se vê apaixonada por um Vampiro, Edward Cullen, vive um dilema sobre esse amor que para ela tem prazo de validade, afinal ela não é imortal como Edward, muito pelo contrário sente que envelhecendo a cada dia irá ficar mais longe do seu grande amor. Uma boa parte do filme é recheado de insegurança, angústia, tristeza e melancolia. Você chega a ter raiva da personagem que se coloca em uma situação de tristeza profunda deixando o filme ainda mais enfadonho. O melhor do filme é paixão de Jacob por Bella, ele por sua vez um lobisomem que vem de uma linhagem antiga de índios. A tentativa de Jacob de se aproximar de Bella e sua recusa em se entregar ao menino lobo prendem sua atenção e deixa o filme por incrível que pareça mais divertido e interessante. Outro ponto negativo do filme foi o diretor Chris Weitz, mostrar algumas cenas de ação como se fossem vídeo clipes, simplesmente não funcionou deixou tudo confuso e muito lento. Sem mencionar que por se tratar de uma continuação deveria ter continuado exatamente do ponto onde acabou Crepúsculo, claro que durante a narrativa do filme é apresentado para você o desfecho do filme anterior, mas ficou distante e mais uma vez sem graça. Assisti ao filme ao lado de muitos adolescentes que gostaram muito, a cada aparição de Jacob ou Edward, sem camisa era possível ouvir os gritos da galera. Agora se você espera mais de um filme do que músculos e bíceps preparem-se vai ficar decepcionado.
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